China reforça controle para evitar escândalos de doping em casa

terça-feira, 29 de julho de 2008 13:10 BRT
 

Por Lindsay Beck

PEQUIM (Reuters) - Antes mesmo de qualquer atleta disputar uma prova na Olimpíada de Atenas-2004, os dois principais velocistas da Grécia tentavam não ser expulsos dos Jogos após terem faltado a um teste de doping.

Quatro anos mais tarde, a China tentará evitar uma repetição dos escândalos envolvendo o consumo de substâncias proibidas e que se tornaram comuns nas competições esportivas.

O volume de testes para drogas ilícitas será maior do que nunca, novas tecnologias serão usadas e o Comitê Olímpico Internacional (COI) prometeu que as medidas antidoping adotadas no evento de 2008, que começa na próxima semana, serão mais rigorosas do que nunca.

No entanto, como há uma grande quantidade de dinheiro, orgulho e glória em jogo, os que fazem uso de substâncias ilegais também procuram aprimorar-se.

"No mundo do doping, para os que fazem isso, há um jogo constante de gato e rato", afirmou David Baron, presidente do departamento de psiquiatria da Universidade Temple, na Filadélfia (EUA).

"Não se trata de uma mera patrulha da urina, mas sim garantir uma competição justa e de proteger a saúde dos atletas", disse Baron, que já atuou na área em edições anteriores dos Jogos.

Quando o espetáculo terminar em Pequim, cerca de 4.500 testes terão sido realizados, um aumento de 25 por cento em relação a Atenas -- todos os cinco primeiros colocados e dois competidores escolhidos ao acaso serão submetidos a exames em todas as modalidades.

Pela primeira vez, haverá kits para testar a presença do hormônio de crescimento humano (HGH) e, segundo as regras aprovadas pelo COI em junho, qualquer um que cometer uma infração grave das leis antidoping ficará de fora dos Jogos de 2012, em Londres.   Continuação...