21 de Novembro de 2007 / às 10:41 / em 10 anos

África do Sul teme aumento dos custos com obras da Copa de 2010

Por Paul Simao

PRETÓRIA (Reuters) - Os preparativos realizados pela África do Sul para receber a Copa do Mundo de 2010 podem custar 20 por cento a mais do que o previsto devido a uma elevação dos preços do aço e do cimento, afirmou na terça-feira o vice-ministro das Finanças do país, Jabu Moleketi.

Em um comunicado realizado em Pretória, Moleketi disse que as autoridades das nove cidades escolhidas para receber jogos da Copa informaram um aumento dos custos entre 2,8 bilhões de rands (418 milhões de dólares) e 3,4 bilhões de rands. “Essas são algumas das projeções que recebemos.”

O governo sul-africano previu gastar cerca de 17,5 bilhões de rands com a construção ou a reforma de 10 estádios e com outros investimentos em infra-estrutura para o evento de 2010, o primeiro a acontecer no continente africano.

Mas a previsão de estouro do Orçamento transformou-se em uma grande fonte de preocupação para os organizadores da competição. O governo advertiu as prefeituras e as empresas de que não abrirá os cofres públicos para garantir que cumpram seus compromissos.

Segundo Moleketi, o governo pretende questionar e verificar os motivos alegados para o aumento dos custos e deve ter uma idéia mais clara sobre os preparativos para a Copa do Mundo quando o ministro das Finanças do país, Trevor Manuel, apresentar a proposta de Orçamento da África do Sul em fevereiro de 2008.

“Estamos analisando a margem de lucro (das empresas)”, observou Moleketi, acrescentando não haver sinais de que as empresas vencedoras das licitações para realizar as obras a serem usadas na Copa do Mundo tentavam enganar os contribuintes.

Segundo essas empresas, a elevação dos preços do cimento, do aço e de outros materiais de construção, alguns dos quais viram sua oferta diminuir, além dos custos mais altos da mão-de-obra são os responsáveis pelo aumento dos gastos com as construções.

PRESSÃO DOS TRABALHADORES

A inflação na economia sul-africana, atualmente em expansão, acelerou-se para além da faixa de 3 a 6 por cento anuais fixada pelo banco central do país, chegando a uma projeção anual de 6,7 por cento em setembro. Há previsões de que a inflação continue crescendo até o começo de 2008.

A seu turno, os trabalhadores, muitos deles empregados nas obras realizadas nos estádios, exigem maiores salários e outros benefícios de seus empregadores. Os canteiros de obra da Copa do Mundo foram palcos de greves no último mês.

No começo desta semana, o Sindicato Nacional dos Mineradores cancelou uma paralisação que poderia ter prejudicado o andamento das obras. A medida foi adotada depois de as empresas terem concordado em melhorar as condições de trabalho no estádio de Durban e pagar bônus.

A disposição dos trabalhadores para fazer demandas alimentou temores de que os poderosos sindicatos do país impeçam a finalização dos estádios a tempo para o torneio, previsto para começar no dia 11 de junho de 2010.

Moleketi afirmou ter confiança de que os sindicatos e os trabalhadores não “sabotarão” os preparativos para a Copa e de que a África do Sul cumprirá os prazos estipulados pela Fifa.

“Estaremos prontos”, disse o vice-ministro. “Todos os que não acreditam nisso vão engolir suas palavras.”

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