August 3, 2008 / 3:01 PM / 9 years ago

Papa faz votos de sucesso à China para os Jogos Olímpicos

3 Min, DE LEITURA

Por Philip Pullella

BRESSANONE, Itália (Reuters) - O papa Bento 16 desejou à China, neste domingo, sucesso nos Jogos Olímpicos do país, dizendo que o evento deveria ser um exemplo de dignidade humana e coexistência pacífica.

"Estou acompanhando este grande evento esportivo, o mais importante e mais esperado a nível mundial, com muito carinho", disse a milhares de pessoas no norte da Itália, onde se encontra de férias por duas semanas, perto da fronteira austríaca.

A papa disse querer enviar saudações à China, bem como a todos os organizadores e atletas, esperando que cada um faça o melhor "no genuíno espírito olímpico" para fazer dos Jogos Olímpicos um sucesso.

O fato de que o papa tenha enviando os seus votos especificamente para a China é significativo, uma vez que o governo comunista do país não permite que seus católicos reconheçam a autoridade do papa e força os fiéis a serem membros de uma organização católica mantida pelo estado.

"Espero que eles ofereçam à comunidade internacional um exemplo válido de coexistência entre pessoas de diferentes origens, respeitando a dignidade mútua", disse o papa na cidade bilíngüe da região norte de Alto-Adige, que já fez parte da Áustria.

"Que o esporte volte a ser um símbolo de fraternidade e paz entre os povos," disse Bentos 16, depois de sua tradicional missa de domingo em frente à catedral de Bressanone, também conhecida como Brixen, em alemão.

MELHORA NAS RELAÇÕES

Em outro sinal de melhora nas complicadas relações entre o Vaticano e o governo comunista da China, o papa deve ser representado na cerimônia de abertura dos jogos, sexta-feira, por um bispo de Hong Kong.

A melhora das relações com a China tem sido um dos principais objetivos do pontificado de Bento 16, que espera que os laços diplomáticos com o país possam ser retomados.

A China tem de 8 a 12 milhões de católicos, que se dividem entre uma igreja aprovada pelo partido comunista e uma igreja "clandestina" e leal ao papa.

A China diz que, antes de retomar os laços rompidos dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas, em 1949, o Vaticano deve primeiro romper as relações com Taiwan, que a China considera uma província renegada.

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