Mascotes olímpicos são desprezados e acusados de trazer azar

terça-feira, 5 de agosto de 2008 22:08 BRT
 

Por Belinda Goldsmith

PEQUIM (Reuters) - Bonitinhos, sorridentes e simpáticos, os cinco mascotes da Olimpíada de Pequim já conquistaram as crianças do mundo todo, mas entre alguns a reação é mais fria, e há até quem acuse os bonequinhos de darem azar para a China.

Os cinco fuwas (bonecos da boa-sorte) representam as cores dos anéis olímpicos e os cinco elementos da tradição chinesa. Todos são chamados por sílabas duplicadas e ritmadas -- uma forma comum de chamar crianças carinhosamente na China.

O mais popular é Huanhuan, que é vermelho e simboliza o fogo e a paixão pelo esporte e a chama olímpica. Logo atrás vem Jingjing, que é preto, na figura de um panda, e representa a madeira.

Beibei é um esturjão azul que representa a água. Yingying é um antílope tibetano amarelo e simboliza a terra, enquanto Nini é uma andorinha verde que alude ao céu.

Os mascotes olímpicos estrearam nos Jogos de Inverno de Grenoble-1968, e como a maior parte deles os fuwa tiveram uma recepção indiferente.

"Não fazem o meu gênero, são infantis demais", disse a turista inglesa Michelle Lam, que comprava lembranças oficiais dos Jogos.

A Anistia Internacional, que critica a China por descumprir suas promessas de melhorar os direitos humanos, criou uma paródia dos mascotes, o macaco Nu Wa ("jovem irado"), para protestar contra a censura à internet.

Outro grupo colocou no YouTube o vídeo Gengen, o Genocida, um personagem vermelho e amarelo, que leva consigo uma imagem de caveira, numa referência à leniência do governo chinês em relação à situação em Darfur (Sudão) (here).   Continuação...

 
<p>Um volunt&aacute;rio acompanha o mascote dos Jogos Ol&iacute;mpicos pelo aeroporto de Pequim. Photo by Ceerwan Aziz</p>