China promete raia olímpica de vela sem algas em Qingdao

quinta-feira, 3 de julho de 2008 12:52 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - O governo chinês garantiu nesta quinta-feira que uma embaraçosa proliferação de algas no local das competições de vela dos Jogos Olímpicos, na cidade de Qingdao, não se repetirá em nenhum dos conjuntos aquáticos de Pequim.

A China deslocou 10.000 pessoas e 1.200 embarcações para o combate à enorme quantidade de algas que tornou verdes grandes extensões da costa de Qingdao e invadiu um terço das águas destinadas às competições de vela.

O subdiretor do setor de Águas de Pequim, Bi Xiaogang, disse que, como preparação para os Jogos, as autoridades estudaram e adotaram por vários anos medidas para evitar a irrupção de algas.

"Posso dizer com responsabilidade que não haverá afloramento de algas em todas as águas das raias olímpicas durante e depois dos Jogos", disse Bi.

A irrupção de algas acontece em águas ricas em nutrientes, frequentemente em consequência do grande uso de fertilizantes, poluição química ou despejo de esgoto, formas de poluição intensas comuns em muitas partes da China.

No ano passado, as autoridades de Pequim se mantiveram em alto nível de alerta depois que o forte calor do verão e a pouca chuva ameaçaram provocar proliferação de algas, similar à que resultou no corte do abastecimento de água para milhões de pessoas no sul da China.

Em Qingdao, as autoridades estabeleceram o dia 15 de julho como prazo final para a eliminação das algas das águas costeiras e ordenaram que nove províncias construam uma barreira marítima de 31 quilômetros em torno das raias do velejamento, disse na quarta-feira a agência de notícias estatal Xinhua.

Cerca de 170.000 toneladas de algas já foram retiradas das águas e praias de Qingdao, onde cerca de 30 países estão atualmente treinando para as competições de vela dos Jogos. A cidade é um resort popular na China, mas costuma ser afetada por afloramentos de algas.

Bi também prometeu que os suprimentos de água serão suficientes para atender às necessidades de um número de visitantes nos Jogos Olímpicos estimado em 2,5 milhões de pessoas, depois que a entidade conservacionista Probe International, com sede no Canadá, condenou a retirada de água de reservatórios sobrecarregados de Pequim para atender a projetos de embelezamento para a Olimpíada.

(Reportagem de Ian Ransom)