Maradona anuncia que votará em Cristina Kirchner

quarta-feira, 24 de outubro de 2007 12:56 BRST
 

BUENOS AIRES (Reuters) - O ex-jogador de futebol Diego Maradona votará na primeira-dama e líder das pesquisas na atual disputa pela Presidência argentina, Cristina Fernández de Kirchner, enquanto o músico Charly García não dará "apoio a mulher nenhuma", noticiou na quarta-feira a mídia na Argentina.

Segundo pesquisas de intenção de voto, Cristina deve vencer com facilidade as eleições de domingo, dispensando provavelmente a necessidade de um segundo turno.

"Votarei em Cristina. Parece que não temos outra saída", afirmou Maradona em declarações divulgadas pelo jornal Clarín. O ex-jogador descreveu como "inapresentável" a candidata de centro-esquerda Elisa Carrió, que aparece em um distante segundo lugar nas pesquisas.

"Apesar de este ser um país machista, votaremos em uma mulher", acrescentou o ídolo dos argentinos.

García, de outro lado, garantiu que "jamais votaria em uma mulher porque eu sou homem". García também criticou Carrió, segundo o Clarín: "Um dia voltei para casa e, na porta de casa, encontrei essa Lilita. Mandei-a embora debaixo de pancada."

Pesquisas publicadas pelo Clarín no fim de semana passado mostraram que entre 39,1 e 47,9 por cento dos eleitores pretendiam votar na mulher do presidente Néstor Kirchner. O jornal La Nación previu que a candidata receberá 40,9 por cento dos votos.

Segundo as leis do país, se um dos candidatos obtiver 45 por cento dos votos, não se realiza o segundo turno. O mesmo se dá caso o candidato mais votado fique com algo entre 40 e 45 por cento dos votos e à frente mais de 10 pontos percentuais do segundo colocado.

(Por Rodrigo Martínez)

 
<p>O ex-jogador de futebol Diego Maradona (foto de arquivo) votar&aacute; na primeira-dama e l&iacute;der das pesquisas na atual disputa pela Presid&ecirc;ncia argentina, Cristina Fern&aacute;ndez de Kirchner, enquanto o m&uacute;sico Charly Garc&iacute;a n&atilde;o dar&aacute; 'apoio a mulher nenhuma', noticiou na quarta-feira a m&iacute;dia na Argentina. Photo by Marcos Brindicci</p>