Após derrota, Renato diz que heróis nem sempre ganham

quinta-feira, 3 de julho de 2008 07:48 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A maior perda da vida desde a morte do pai. Esse foi o tom trágico adotado pelo técnico Renato Gaúcho para descrever seu sentimento após a derrota do Fluminense, nos pênaltis, para a LDU, na final da Copa Libertadores, na madrugada de quarta para quinta-feira.

Depois de igualar o placar agregado da decisão em 5 x 5 ao vencer o jogo de volta, no Maracanã, por 3 x 1, o Tricolor acabou desperdiçando 3 de 4 cobranças de pênalti, e viu o time equatoriano comemorar a conquista inédita.

"Foi a segunda maior perda da minha vida, depois da morte do meu pai", disse o treinador, com a voz embargada, em entrevista coletiva após a partida. "Eu fui a nocaute."

Renato, ex-jogador do Fluminense que levou o time ao título da Copa do Brasil em 2007, garantindo vaga na Libertadores deste ano, afirmou que seus jogadores foram heróicos ao reverter a desvantagem de 4 x 2 do jogo no Equador, mas levaram azar nos pênaltis.

"Nossos jogadores foram heróicos, mas infelizmente não fomos campeões", disse o técnico. "Para mim pênalti é loteria. Nós tínhamos os melhores batedores hoje, e eles perderam."

Diante de mais de 80 mil torcedores no estádio, os tricolores Conca, Thiago Neves e Washington pararam nas mãos do goleiro equatoriano Cevallos, herói da primeira conquista de um clube do Equador na Libertadores. Apenas Cícero converteu sua cobrança pelo Fluminense.

Do lado equatoriano, fizeram o gol Urrutia, Salas e Guerrón. Campos bateu para a defesa de Fernando Henrique.

O meia Thiago Neves, autor dos três gols do Fluminense e melhor em campo durante os 120 minutos de partida, disse que o time deve ficar orgulhoso de sua campanha no torneio.   Continuação...