6 de Setembro de 2008 / às 18:07 / em 9 anos

China abre Jogos Paraolímpicos comprometendo-se com igualdade

<p>Cerim&ocirc;nia de abertura das Paraolimp&iacute;adas, no Ninho do P&aacute;ssaro, Pequim. Photo by Claro Cortes Iv</p>

Por Ben Blanchard

PEQUIM (Reuters) - Pequim inaugurou neste sábado os Jogos Paraolímpicos de forma espetacular, em um evento que os líderes chineses esperam que venha a mostrar seu lado mais fraternal.

A multidão celebrou a apresentação feita no estádio Ninho do Pássaro e supervisionada pelo renomado diretor chinês Zhang Yimou que incluiu a incorporação da linguagem dos sinais em danças.

A apresentação de uma criança que perdeu uma perna no terremoto ocorrido em maio foi particularmente bem recebida pelo público presente.

O presidente da China, Hu Jintao, afirmou antes do evento que o governo estava dedicado a melhorar a vida dos 83 milhões de cidadãos mais pobres do país.

“Nos posicionamos pela igualdade, nos opomos à discriminação, nos preocupamos com os vulneráveis e respeitamos os direitos humanos”, afirmou Hu, segundo informações da mídia oficial.

Para garantir que o estádio não fique vazio depois dos Jogos Olímpicos de agosto, o Partido Comunista chinês vai usar seu poder de mobilização por meio de seus comitês para garantir a lotação.

Entre os incentivos estão incluídas camisetas grátis, bonés de beisebol, garrafas d’água, alimentação e 30 yuanes (três euros) para cada espectador que for ao estádio torcer pelos esportistas paraolímpicos.

Enquando a China recebe alguns aplausos por seus esforços para acabar com os estigmas que cercam as deficiências físicas, como melhoras para a acessibilidade em Pequim, com elevadores no metrô, por exemplo, grupos de direitos humanos afirmam que o quadro geral não é dos melhores.

Entre os principais problemas está o assédio a alguns ativistas, afirmou a organização Human Rights Watch.

“Até que o governo chinês tolere que a sociedade civil opere sem ameaças de uma repressão oficial e melhore o acesso dos cidadãos à justiça, seu compromisso no papel com as pessas não-capacitadas será limitado”, afirmou Sophie Richardson, diretora do grupo para a Ásia.

Um número sem precedentes de 6 mil jornalistas cobrirão a competição que vai de 6 a 17 de setembro. Mais da metade são chineses.

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