August 8, 2008 / 7:44 PM / 9 years ago

Mídia internacional rasga seda para show de abertura dos Jogos

4 Min, DE LEITURA

<p>Fogos de artif&iacute;cio foram lan&ccedil;ados durante a cerim&ocirc;nia de abertura das Olimp&iacute;adas em Pequim em 8 de agosto de 2008. A suntuosa cerim&ocirc;nia de abertura dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim ganhou, na sexta-feira, elogios rasgados de meios de comunica&ccedil;&atilde;o do mundo todo. Photo by Mike Blake</p>

Por John Ruwitch

PEQUIM (Reuters) - A suntuosa cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim ganhou, na sexta-feira, elogios rasgados de meios de comunicação do mundo todo -- uma rica apresentação da cultura chinesa que conseguiu deixar de lado as polêmicas em torno de a capital da China ter sido escolhida para organizar o evento esportivo.

"O oito transformou-se em um dez perfeito hoje à noite, em Pequim", disse o site do jornal Sydney Morning Herald. Sendo o oito o número da sorte para os chineses, não foi uma coincidência o fato de as Olimpíadas terem começado no dia 8 de agosto (mês oito) exatamente à 8h da noite, de 2008.

"O mundo talvez nunca tenha testemunhado uma cerimônia da magnitude e da ingenuidade desta que hoje abriu as Olimpíadas de 2008", afirmou o diário.

Um espetáculo de cores e sons, a cerimônia apresentou danças exuberantes, shows de tambor coreografados com precisão e uma grande quantidade de fogos de artifício estourando por toda a cidade.

O jornal londrino Evening Standard, de grande circulação, estampou em sua manchete: "Magia da China". E disse que a "mais ambiciosa Olimpíada inicia-se com a apresentação mais espetacular".

"Para a China, diante de 4 bilhões de telespectadores, esse foi o momento de maior felicidade em milhares de anos. E é, também, o começo de algo até mesmo maior do que os Jogos Olímpicos. Trata-se, ou ao menos assim se pretende, do começo de uma nova era de grandeza para a China, testemunhada e sancionada implicitamente por grande parte dos líderes mundiais", escreveu Andrew Gilligan, de Pequim.

"Maravilhoso. Incrivelmente maravilhoso", disparou o repórter italiano Leonardo Coen no site do jornal La Repubblica (www.repubblica.it).

Para alguns, a cerimônia chamou atenção para os pontos fortes da China e para os esportes olímpicos depois de um período de preparação marcado por protestos e denúncias de abusos dos direitos humanos.

"'Amigos que vieram de longe, estamos muito contentes por tê-los aqui', foi a mensagem de saudação ao mundo, mesmo àquela parte do mundo da qual a China recebeu duras críticas", escreveu Elio Girompini, correspondente do maior jornal italiano, Corriere della Sera (www.corriere.it).

"E, com um único golpe, a China fez desaparecer a polêmica mais recente em torno das palavras de Bush (George W. Bush, presidente dos EUA) sobre os direitos humanos."

Para o Los Angeles Times, a apresentação, comandada pelo diretor chinês de cinema Zhang Yimou, não era uma cerimônia de boas-vindas realizada por uma China ressurgente que ingressa no cenário internacional.

Ao invés disso, tratava-se de "uma China que se transformará, nos próximos pelo menos 17 dias, no cenário internacional. Os chineses, acostumados com humilhações, reais ou imaginadas, impostas pelos estrangeiros durante séculos, estão hoje tão seguros que desejam, ou mesmo anseiam por, dividir o palco."

Reportagem adicional de Paul Virgo em Roma, Robert Woodward em Pequim, Katherine Baldwin em Londres, Iain Rogers em Berlim

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