July 14, 2008 / 6:05 PM / 9 years ago

Orgia de chefe da FIA foi 'verdadeira depravação', di advogado

3 Min, DE LEITURA

LONDRES (Reuters) - Em uma audiência realizada na segunda-feira, o advogado de um jornal britânico respondeu ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, afirmando que a sessão de sexo sadomasoquista envolvendo-o era um exemplo de "verdadeira depravação" e não um "mero jogo sem maiores consequências".

Mosley está processando o News of the World sob a acusação de que o jornal violou a privacidade dele ao publicar fotos de uma orgia sadomasoquista das quais participaram ele e cinco prostitutas.

O News of the World disse que a sessão teve inspiração nazista --uma questão delicada para Mosley, cujo pai, Oswald, foi líder da União Britânica de Fascistas, uma organização existente antes da Segunda Guerra Mundial-- e que a reportagem tinha interesse público.

O presidente da FIA conseguiu permanecer em seu cargo apesar das tentativas feitas por algumas organizações nacionais de automobilismo para derrubá-lo.

O caso também criou problemas para os serviços secretos da Grã-Bretanha após ter sido revelado que a dominatrix responsável por filmar a orgia e vender a história era a mulher de um agente do MI5.

A agência afirma não ter nenhuma relação com a filmagem secreta.

Apresentando as argumentações finais em defesa do News of the World, na Suprema Corte de Londres, o advogado Mark Warby disse que os representantes legais de Mosley haviam tentado apresentar a orgia como "algo semelhante a um mero jogo sem maiores consequências".

"Houve uma tentativa, e acreditamos que uma tentativa claramente deliberada, de transformar isso tudo em algum tipo de farsa ou para fazer parecer que isso fosse uma tremenda piada", afirmou.

A orgia foi descrita como "algum tipo de atividade respeitável, na qual se observaram as mais rígidas precauções de higiene e segurança como se ela estivesse sendo realizada segundo determinaria a 'Autoridade Reguladora do Bondage e do Sadomasoquismo"', disse.

Segundo o advogado, a verdade era outra: "Houve uma forma de corrupção da personalidade. Houve, sugerimos, uma verdadeira depravação."

O defensor de Mosley argumentou que o suposto tema nazista da orgia havia sido inventado pelo jornal com o único objetivo de "divulgar um material escandaloso".

"E ponto final", disse ao juiz, acrescentando que o jornal havia agido "em total desrespeito" aos direitos de Mosley. A audiência continua a ser realizada.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below