August 6, 2008 / 7:49 AM / 9 years ago

Cortada, judoca Érika achava que resistiria apesar das dores

4 Min, DE LEITURA

<p>&Eacute;rika Miranda durante os Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro. Photo by Bruno Domingos</p>

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - A judoca brasileira Érika Miranda acreditava que conseguiria competir nos Jogos de Pequim, apesar de sentir dores no joelho direito lesionado, e por isso viajou ao Japão para aclimatação e tentou prosseguir com o cronograma de treinos.

Érika foi cortada pela comissão técnica da seleção de judô na terça-feira, depois que o corpo técnico avaliou que a lesão da atleta não permitiria que ela disputasse o torneio olímpico.

Segundo o médico da seleção, Wagner Castropil, a meio-leve brasileira --a primeira a obter classificação para os Jogos entre as mulheres, graças à quinta colocação no Mundial de 2007-- sofreu lesões no ligamento cruzado anterior e no ligamento colateral medial, ambos no mesmo joelho.

"Eu sentia dores, mas qualquer atleta de alto nível treina com dor quase o tempo todo. Era uma dor suportável e achava que daria para competir", afirmou Érika a jornalistas nesta quarta-feira, na Vila Olímpica.

"É um trabalho de anos que vai embora. Já chorei tudo o que tinha pra chorar", disse ela, que acrescentou que vai ficar até o final da competição do judô nos Jogos, dando força às outras judocas.

A lesão que tirou Érika da Olimpíada aconteceu ainda no Brasil, no estágio final de treinamento no clube que representa, o Minas Tênis.

Segundo Castropil, a atleta seguiu para o período de aclimatação no Japão porque um exame inicial feito pela equipe da judoca em Minas avaliou que se tratava de uma lesão menor, passível de recuperação.

"Quando cheguei no Japão vi que o joelho dela ainda estava inchado, então passamos a avaliar", disse. "Com os exames depois vimos que ela tinha uma lesão grande, não era pequena."

Questionado sobre o tempo longo para a completa avaliação, que não vai permitir que a reserva imediata de Érika, Andressa Fernandes, seja convocada, Castropil afirmou que lesões graves demoram mais para ser descobertas.

"Quando se tem uma lesão aguda não é fácil fazer o diagnóstico de primeira. O joelho fica inchado."

Além disso, ao contrário de Olimpíadas anteriores, a Confederação Brasileira de Judô decidiu levar ao Japão para o período de adaptação a seleção júnior, que se prepara para o campeonato mundial, em vez da equipe reserva.

Castropil defendeu a decisão.

"Estamos olhando para a frente, para o futuro, para a próxima Olimpíada", afirmou, acrescentando que não existe tempo suficiente para a reserva vir do Brasil e chegar com condições de competir.

Apesar do baque, Érika disse que agora já esta pensando para frente.

"Essa e só minha primeira Olimpíada, tenho 21 anos de idade, e sei que terei outras Olimpíadas pela frente. Meu sonho não acabou aqui."

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