Presidente da Fifa defende quotas para estrangeiros em times

sexta-feira, 14 de março de 2008 19:14 BRT
 

Por Mark Ledsom

ZURIQUE (Reuters) - O presidente da Fifa, Sepp Blatter, disse na sexta-feira que a entidade levará adiante a sua polêmica proposta de restringir o número de estrangeiros que podem jogar por um clube.

Pelo sistema chamado "6+5", todo time de futebol do mundo deveria entrar em campo com pelo menos seis jogadores que estejam legalmente qualificados para defender a seleção do país onde fica o clube.

Blatter, que tem apoio total do comitê executivo da Fifa nessa proposta, disse que a idéia é fortalecer a identidade dos clubes e promover investimentos nas categorias de base.

Mas não está claro se o sistema "6+5" não contraria leis européias que proíbem a discriminação profissional com base na nacionalidade (no caso de jogadores de um país da UE atuando em outro país do bloco).

"O comitê executivo declarou por unanimidade que o '6+5' é de fato uma solução positiva, mas é claro que não queremos nos chocar diretamente com as leis existentes", disse Blatter em entrevista coletiva na sede da Fifa, em Zurique.

Segundo ele, uma nova reforma no tratado da UE pode abrir uma exceção para os esportes profissionais. O Tratado de Lisboa, adotado em outubro passado pela UE, faz uma referência explícita às especificidades do esporte, mas as áreas especificas às quais isso se aplica ainda serão objeto de negociação.

Blatter disse que voltará a mencionar o tema numa reunião em abril com representantes da UE.

Já a proposta da Liga Inglesa de realizar uma rodada adicional do Campeonato Inglês no exterior não foi bem recebida pelo comitê executivo da Fifa, segundo Blatter.   Continuação...