ANÁLISE-Jogos de Pequim aproximam antigos rivais

sábado, 9 de agosto de 2008 02:57 BRT
 

Por John Chalmers

PEQUIM (Reuters) - Taiwan e Japão vieram a Pequim se sentido menos apreensivos do que provavelmente estavam em 2001, quando seu vizinho gigante foi premiado com os Jogos Olímpicos, um testemunho do pragmatismo chinês que esfriou a tensão regional.

Os Jogos de Pequim se encaixam numa história iniciada pelas Olimpíadas de Tóquio, em 1964, e que continuou com os Jogos de Seul, em 1988. E, cada país sede à sua vez, deu um passo a frente e mudou sua imagem internacional.

No caso da China, o presidente Hu Jintao está determinado a apresentar a imagem de uma nação moderna e poderosa, mas a que tem sobressaído é a imagem de um país pacífico. Os esforços para levar isso à sua política de vizinhança têm sido ajudados pelos ventos de mudança política na autônoma Taiwan, que a China reivindica como sendo sua, e no Japão.

Memórias desagradáveis e desconfiança ainda assombram tanto a China como o Japão e apesar de ter havido uma grande celebração aos atletas de Taiwan quando eles entraram no estádio do Ninho do Pássaro para a cerimônia de abertura dos Jogos, na sexta-feira, a legislação chinesa ainda prevê um ataque militar caso Taiwan declare formalmente sua independência.

Há riscos para ambas relações nos próximos meses que podem significar um abalo na segunda maior economia do mundo, e para seu principal parceiro comercial, a China, que depende dos investimentos e tecnologia japoneses. Taiwan também está apostando em suas novas ligações com a China para dar mais fôlego à sua frágil economia.

SIMBOLISMO

Agora mesmo, no entanto, a música de fundo é inesperadamente suave.

Hu visitou o Japão em maio e os dois países selaram um acordo para a exploração de gás natural em águas internacionais, e um navio de guerra japonês chamado a um porto chinês, a primeira visita do tipo desde que o Japão ocupou partes da China antes e durante a Segunda Guerra Mundial   Continuação...