28 de Abril de 2008 / às 10:01 / 9 anos atrás

Chineses e sul-coreanos brigam na passagem da tocha por Seul

<p>Policiais protegem a passagem da tocha ol&iacute;mpica pela cidade de Seul, Cor&eacute;ia do Sul, neste domingo, dia 27 de abril. A tocha ol&iacute;mpica foi recebida neste domingo com manifesta&ccedil;&otilde;es de protesto e confrontos no in&iacute;cio de dois dias de percurso na dividida Pen&iacute;nsula Coreana, onde seguir&aacute; por um trajeto protegido por milhares de policiais. Photo by Lee Jae-Won</p>

Por Jon Herskovitz

SEUL (Reuters) - A tocha olímpica foi recebida neste domingo com manifestações de protesto e confrontos no início de dois dias de percurso na dividida Península Coreana, onde seguirá por um trajeto protegido por milhares de policiais armados de escudos e cassetetes.

Milhares de chineses enrolados na bandeira de seu país gritavam "Vamos adiante, China" e "Sem política, somente Olimpíada", no começo da corrida de revezamento da tocha em Seul.

Os chineses, no entanto, foram amplamente superados pelo número de sul-coreanos que protestavam contra a situação dos direitos humanos na China.

Em certo momento, os dois grupos entraram em confronto. Estudantes chineses chutaram um manifestante sul-coreano idoso e jogaram pedras contra pessoas que portavam cartazes condenando Pequim.

A passagem da tocha pela Coréia do Sul teve início em um parque usado nas Olimpíadas de Seul, em 1988, e continuou por uma rota de 22 quilômetros mantida em segredo até o último minuto.

O percurso mundial da tocha antes dos jogos de Pequim, em agosto, tem provocado protestos contra a China na questão dos direitos humanos no Tibet, bem como manifestações patrióticas de chineses que criticam o Ocidente por difamarem Pequim.

"O revezamento da tocha está sendo usado por manifestantes antichineses. Isto está provocando muita irritação dentro da China e fazendo com que pessoas como eu saiam para defender nosso país", disse o estudante chinês Yang Hui.

Manifestantes vêm causando desorganização na passagem da tocha por vários países e, por isso, o grande assunto tem sido as críticas à recente ação repressiva da China no Tibet depois que distúrbios causaram mortes nessa região e em áreas vizinhas.

O governo chinês acusa o Dalai Lama de ter incitado os protestos e diz que ele e seu governo no exílio, na Índia, estão tentando arruinar os Jogos Olímpicos. O líder espiritual tibetano nega as acusações.

Vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, exortaram a China a restabelecer as conversações com assessores do Dalai Lama. Na sexta-feira, o governo chinês anunciou repentinamente que pretende encontrar os assessores dele nos próximos dias.

Mas as autoridades mantiveram os ataques contra o Dalai.

Neste domingo, a China tratou o líder tibetano com desprezo e saudou como heróis patrióticos os manifestantes contra a autonomia tibetana, indicando que o governo não cederá terreno durante negociações.

"A claque do Dalai Lama sempre foi mestre nos jogos de palavras" comentou o Diário do Povo, principal jornal do governista Partido Comunista. "Questões de soberania estão além do debate e dividir a China é algo destinado a fracassar."

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below