10 de Julho de 2008 / às 14:41 / 9 anos atrás

Sob críticas, Sarkozy defende viagem à Olimpíada

<p>Sob cr&iacute;ticas, Sarkozy defende viagem &agrave; Olimp&iacute;ada. O presidente franc&ecirc;s, Nicolas Sarkozy, insistiu na quinta-feira que tem apoio de todos os pa&iacute;ses europeus na sua pol&ecirc;mica decis&atilde;o de comparecer &agrave; cerim&ocirc;nia de abertura da Olimp&iacute;ada de Pequim. 10 de julho. Photo by Vincent Kessler</p>

ESTRASBURGO, França (Reuters) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, insistiu na quinta-feira que tem apoio de todos os países europeus na sua polêmica decisão de comparecer à cerimônia de abertura da Olimpíada de Pequim.

O Palácio do Eliseu anunciou na quarta-feira a presença de Sarkozy no evento, representando os 27 países da União Européia. Muitos viram nisso uma sabotagem à pressão da UE para que a China melhore a situação dos seus direitos humanos.

Defendendo a decisão no Parlamento Europeu, Sarkozy disse que, por presidir a UE neste semestre, ele precisou da aprovação de todos os sócios do bloco para fazer a viagem.

Na quarta-feira, o presidente do Parlamento Europeu havia anunciado a decisão de esnobar a festa chinesa do dia 8.

Sarkozy argumentou que seria contraproducente esnobar um país que tem vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e que é essencial na resolução de problemas como a guerra civil em Darfur (Sudão) e a questão nuclear iraniana.

"Acho que humilhar a China não é o melhor caminho. O melhor caminho é o diálogo franco. Não acho que se possa boicotar um quarto da humanidade", disse ele, lembrando que líderes de 13 países da UE também anunciaram presença na cerimônia.

Após meses de suspense, Sarkozy confirmou sua presença ao presidente chinês, Hu Jintao, durante encontro que mantiveram no âmbito da cúpula do G8 no Japão.

Ativistas pressionam os líderes mundiais a boicotarem a cerimônia, especialmente em protesto contra a repressão chinesa no Tibete.

Hans-Gert Poettering, presidente do Parlamento Europeu, disse na quarta-feira que não iria ao evento devido à falta de avanços no diálogo entre a China e representantes do líder espiritual budista tibetano, o Dalai Lama.

O líder do Partido Verde no Parlamento Europeu, Daniel Cohn-Bendit, disse que a presença de Sarkozy em Pequim em nome da UE é "uma total desgraça".

"Quando você for escrever suas memórias, vai lamentar muito o que está a ponto de fazer, porque verá que os que estão aprisionados choram", disse Cohn-Bendit, líder das manifestações estudantis de Paris em 1968, a Sarkozy.

Também na quinta-feira, um porta-voz do governo chinês manifestou otimismo quanto a uma reaproximação com a França, deixando para trás os distúrbios ocorridos quando da passagem da tocha olímpica por Paris, em abril.

Mas Sarkozy também rejeitou um alerta do embaixador chinês em Paris para que não receba o Dalai Lama durante a visita do líder budista à França neste mês.

"Não cabe à China estabelecer minha agenda e meus encontros, assim como não cabe a mim estabelecer a agenda do presidente da China", disse Sarkozy.

Reportagem de Mark John e Paul Taylor

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