Hong Kong alerta para ameaça de sabotagem durante Olimpíada

segunda-feira, 16 de junho de 2008 11:29 BRT
 

HONG KONG (Reuters) - A preocupação com um possível ataque terrorista durante a Olimpíada de Pequim chegou a Hong Kong nesta segunda-feira, quando um alto funcionário do setor local de imigração alertou que a cidade, sede das provas equestres, poderia ser atacada.

"Relatórios do setor de inteligência indicam que algumas pessoas virão sabotar os eventos olímpicos, incluindo as provas equestres", disse Simon Peh, diretor de Imigração de Hong Kong, em entrevista a um grupo seleto da mídia local.

"Certamente este tipo de informação vai mudar constantemente... no momento, os principais indivíduos que poderiam sabotar o evento são terroristas", acrescentou Peh, sem dar detalhes sobre a eventual origem desses terroristas ou a qual grupo pertencem.

O chefe da Interpol, Ronald Noble, afirmou em abril que há uma "possibilidade real" de que a Olimpíada de Pequim seja alvo de terroristas, mas esta é a primeira vez que dados específicos de inteligência indicam uma possível ameaça envolvendo Hong Kong.

A ex-colônia britânica terá uma participação periférica nos Jogos, que serão realizados em agosto, nos quais sediará as provas equestres porque a capital do país não conseguiu criar uma zona livre de doenças para os cavalos.

A polícia de Hong Kong disse em resposta por e-mail à Reuters que a ameaça terrorista era "moderada" durante as provas de hipismo dos Jogos Olímpicos e que haverá segurança reforçada no aeroporto e em outros pontos-chave.

O chefe da Interpol disse que militantes estrangeiros teriam dificuldade em operar na China e as autoridades chinesas estão mais preocupadas com uma ameaça terrorista vinda de dentro do país e não do exterior.

A China acusa os militantes uigures no extremo oeste do país, na região de Xinjigan, predominantemente muçulmana, de tramar ataques com o apoio da rede Al Qaeda com o objetivo de alcançar sua meta de criar na área um país com o nome de Turquestão Oriental.

O percurso internacional da tocha olímpica foi prejudicado por manifestantes pró-Tibete e anti-China, depois que distúrbios no Tibete no mês passado deixaram cerca de 20 mortos, segundo dados do governo chinês.   Continuação...