Quase pronta para Jogos, Pequim tem poucos obstáculos a superar

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 15:43 BRST
 

Por Nick Mulvenney

PEQUIM (Reuters) - Os organizadores da Olimpíada de Pequim fizeram de tudo para que nada saia errado na grande festa de revelação da China para o mundo, mas ainda têm alguns obstáculos a superar antes da cerimônia oficial de abertura, no dia 8 de agosto.

Com a exceção de uma, todas as 31 sedes de competições já foram concluídas, e até o fim de julho já devem estar em pleno funcionamento o Estádio Nacional com capacidade para 91 pessoas sentadas, um enorme terminal de aeroporto, três novas linhas de metrô e uma rede de novas avenidas.

Os Jogos de Atenas, em 2004, foram marcados por inúmeros problemas de última hora, mas em Pequim a história é diferente. A sete meses do início das competições, a cidade está pronta para o maior evento esportivo do mundo. Restam questões como poluição, direitos humanos, liberdade de imprensa e a relação com Taiwan, que não são tão simples de resolver só com dinheiro ou com uma boa estratégia de marketing.

"Sabemos que há muitas dificuldades e desafios à frente, e precisamos estar prontos para muitas contingências e problemas em potencial", disse na semana passada o vice-presidente do Comitê Organizador de Pequim, Jiang Xioayu. "Mas, com o apoio de 1,3 bilhão de chineses, estou confiante de que conseguiremos superá-los."

O percurso internacional da tocha olímpica, que começa em 1o de abril, será uma oportunidade para que as pessoas que criticam a China o façam diante da atenção da imprensa mundial.

"Haverá uma campanha coordenada por parte de todos os grupos de defesa do Tibete e de tibetanos que moram na Europa e na América do Norte nas principais fases do percurso da tocha olímpica", afirmou Matt Whitticase, da Campanha Tibete Livre.

A China, que invadiu a região no Himalaia em 1950, está preparada para manifestações em cidades como Paris, Londres e San Francisco, mas espera que a viagem da tocha seja marcada por "harmonia, amizade e paz".

Mesmo assim, é pequena a chance de que haja um grande boicote, como aconteceu nos Jogos de Moscou e de Los Angeles, nos anos 1980. Alguns analistas acreditam, no entanto, que Taiwan vai acabar retirando sua delegação.

A ilha já atrapalhou os preparativos para a Olimpíada ao aceitar e depois rejeitar a passagem da tocha olímpica por lá.

(Reportagem adicional de Ben Blanchard e Lindsay Beck; edição de Jeremy Laurence e Roger Crabb)