Basquete do Brasil só se resolve em 4 anos, diz técnico

sexta-feira, 15 de agosto de 2008 09:39 BRT
 

Por Alberto Alerigi Jr.

PEQUIM (Reuters) - O desempenho da seleção brasileira feminina de basquete só deve melhorar na próxima Olimpíada, quando a equipe recém-montada que disputa os Jogos de Pequim estiver mais madura e entrosada, afirmou o técnico Paulo Bassul nesta sexta-feira, após a quarta derrota consecutiva de sua equipe no torneio.

Depois de liderar o marcador no primeiro tempo, o Brasil voltou a apresentar deficiências de ataque e defesa na etapa final, abrindo espaço para a Rússia virar o placar, fechando em 74 a 64.

"O jogo de hoje nada mais foi que uma repetição dos outros jogos. A equipe apresenta um basquete de alto nível, mas que se desgasta no final e isso só vai se revolver em quatro anos", disse Bassul.

Segundo o treinador, por ter sediado o Mundial de basquete de 2006 e os Jogos Pan-Americanos em 2007, o Brasil adiou a renovação de uma equipe vencedora formada por jogadoras de alto nível como Janeth, Helen, Alessandra e Cíntia.

"Em todo o lugar é assim. Acaba um ciclo olímpico, se planeja um novo ciclo. Com o Mundial e o Pan, essa renovação foi adiada e só começou no ano passado", disse o treinador.

Para ele, sua equipe chegou a Pequim "com o cobertor curto", sem opções para substituições quando algumas das principais jogadoras se desgasta durante a partida. "Hoje a Kelly jogou mais de 30 minutos contra duas jogadoras (russas) de mais de dois metros. Eu senti o grupo lutar, mas sem armas para lutar", disse Bassul, cujo contrato expira após a Olimpíada. O treinador evitou comentar se continuará no posto, afirmando apenas que se depender dele, ele fica.

O Brasil chegou à Olimpíada depois de eliminar Cuba do Pré-Olímpico e de vencer a Espanha em Madri, lembrou Bassul. Mas semanas antes da Olimpíada começar, uma série de problemas físicos impactou algumas de suas principais jogadoras.

Érika sofreu fratura por estresse e ficou fora do time, Micaela sofreu estiramento muscular que a deixou sem ritmo de jogo e Adrianinha contraiu pneumonia e ficou duas semanas ausente da equipe. "Se a Érika estivesse aqui, teríamos uns 15 pontos a mais em cada partida", disse Bassul. "A gente chegou (para a competição) sem direito a nenhum erro, margem de manobra, e isso não se sustenta."   Continuação...

 
<p>R&uacute;ssa Rebekka Linn Hammon converte cesta em partida vencida pela R&uacute;ssia contra o Brasil nos Jogos de Pequim. O desempenho da sele&ccedil;&atilde;o brasileira feminina de basquete s&oacute; deve melhorar na pr&oacute;xima Olimp&iacute;ada, quando a equipe rec&eacute;m-montada que disputa os Jogos de Pequim estiver mais madura e entrosada, afirmou o t&eacute;cnico Paulo Bassul. Photo by Sergio Perez</p>