Oleg espera Jade mais calma para 1a medalha da ginástica

segunda-feira, 4 de agosto de 2008 10:59 BRT
 

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - Manter os nervos sob controle. Esse parece ser o grande desafio para a ginástica artística brasileira em Pequim, na busca pela primeira medalha olímpica da modalidade, de acordo com Oleg Ostapenko, técnico da equipe feminina.

A ginástica é possivelmente o esporte que mais evoluiu no Brasil nos últimos anos, saindo de uma posição coadjuvante para a conquista de várias medalhas em etapas da Copa do Mundo e os títulos mundiais de Daiane dos Santos e Diego Hypólito.

No entanto, a modalidade ainda não figura no quadro dos esportes que já conquistaram medalhas olímpicas para o Brasil, liderado pela Vela, com 14, seguida por Atletismo (13) e Judô (12).

O ucraniano Ostapenko, considerado um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da ginástica brasileira, acredita que Jade Barbosa, a estrela do momento na modalidade, tem tudo para colocar o esporte na lista dos medalhistas, mas diz que ela precisa trabalhar a parte mental.

"A Jade deve conseguir chegar à final do geral de aparelhos, do salto e do solo. Também pode chegar à final na trave. Se conseguir competir normal, ela tem muita chance", disse Ostapenko à Reuters, nesta segunda-feira, pouco antes de a equipe iniciar treino no ginásio do Instituto de Educação Física de Pequim, onde muitos dos ginastas que participarão dos Jogos estão se exercitando diariamente.

No masculino, o Brasil tem boas chances de subir ao pódio em Pequim com Diego Hypólito, bicampeão do mundo no solo.

Na ginástica, após as rodadas classificatórias nos vários aparelhos, oito atletas classificam-se para as finais em cada modalidade e também no individual geral (soma de todos os aparelhos), onde ocorre a disputa das medalhas. Também há uma disputa por equipes.

Pelo termo "competir normal", Oleg quer dizer se Jade, com 17 anos, conseguir controlar o nervosismo que já a atrapalhou em algumas competições.   Continuação...

 
<p>A ginasta Jade Barbosa, chorando durante um dos treinos para as Olimp&iacute;adas de Pequim, em Curitiba, 9 de junho. Photo by Cesar Ferrari</p>