Agência secreta britânica estaria ligada a escândalo de Mosley

domingo, 18 de maio de 2008 14:52 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O escândalo sexual em que está envolvido o chefão do automobilismo Max Mosley teve mais uma reviravolta neste domingo, quando jornais noticiaram que uma das prostitutas envolvidas era casada com um agente do serviço secreto britânico.

Entidade que comanda a Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), da qual Mosley é presidente, disse em um comunicado que tomou conhecimento da notícia mas não tem comentários a fazer.

Os jornais Daily Telegraph e o Sunday Times noticiaram que um agente de inteligência do MI5 britânico, que não teve seu nome revelado, foi forçado a abandonar seu cargo após o envolvimento de sua mulher vir à tona.

Os jornais dizem que a mulher era uma das cinco prostitutas envolvidas no caso que o tablóide News of the World noticiou em março como uma orgia sado-masoquista ao estilo nazista com o presidente da FIA.

O Telegraph disse que o agente teria servido às forças armadas antes de ir para o MI5, onde ele "tinha como responsabilidade vigiar suspeitos de pertencerem à Al-Qaeda, espiões russos, chefões do crime e grandes traficantes."

Uma fonte na área de segurança do governo britânico disse à Reuters que qualquer especulação sobre a orgia ser uma operação do MI5 para desmoralizar Max Mosley é "nonsense."

A fonte disse que os agentes do MI5 já são muito ocupados lidando com ameaças da segurança nacional, incluindo as feitas pela Al-Qaeda, e "não é dessa maneira que eles gastam seu tempo."

As notícias deste domingo vêm à tona depois que Mosley se pronunciou sobre o escândalo, dizendo que ele tinha sido alvo de "um grupo especializado em coisas desse tipo, por razões e clientes desconhecidos."

Mosley, que estará em Mônaco na semana que vem para o glamouroso ponto alto da temporada de Fórmula 1, vem resistindo aos pedidos para que renuncie ao cargo, mas terá que enfrentar uma votação secreta sobre o caso em Paris, no dia 3 de junho.

O chefão do automobilismo, cujo pai Oswald fundou antes da Segunda Guerra Mundial a União Britânica de Fascistas, negou qualquer conotação nazista no caso e está processando o News of the World por prejuízos incalculáveis por invasão de privacidade.