Dirigente insiste em levar Campeonato Inglês a outros países

sábado, 16 de fevereiro de 2008 12:06 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O diretor-executivo do Campeonato Inglês, Richard Scudamore, se manteve fiel ao seu amplamente criticado plano de realizar partidas extras da competição em outros países e acusou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, de não ter conhecimento suficiente a respeito da idéia quando a criticou.

Os 20 clubes da primeira divisão do Inglês concordaram na semana passada em considerar a possibilidade de aumentar a temporada de 38 para 39 jogos para incluir uma rodada internacional que seria disputada em janeiro.

Blatter disse que o plano poderia causar algum tipo de dano ao projeto da Inglaterra de ser sede da Copa do Mundo de 2018 e também acusou os clubes ricos de quererem apenas ganhar mais dinheiro, enquanto a Federação Inglesa disse à Fifa, na sexta-feira, que tinha sérias reservas com relação à proposta.

Scudamore disse na edição deste sábado do jornal The Times que gostaria de encontrar Blatter para explicar o projeto em detalhes, então ele poderia fazer um julgamento mais bem informado.

"Nós fomos informados que teríamos a oportunidade de falar com o presidente da Fifa a respeito de nossa proposta. Eu realmente não entendo como pode haver especulações a respeito de um possível impacto na campanha para a Copa do Mundo de 2018 até que essa reunião seja feita", declarou Scudamore ao The Times.

"Quero explicar os motivos para esta proposta ao Sr. Blatter porque eu não acredito, baseado nas informações que ele recebeu até agora, que tenha tido a chance de realmente entender nosso propósito, ou quais benefícios haveria para o esporte na Inglaterra e além dela."

"Não tenho certeza se ele sabe do montante da riqueza que geramos com nossa liga, cerca de 243,7 milhões de dólares que são proporcionados por meio do jogo aqui."

Blatter disse que a proposta de começar a realizar jogos internacionais do Campeonato Inglês a partir da temporada 2010-11 precisaria do apoio da Fifa. Scudamore acredita que o projeto não é coberto pelo atual estatuto da Fifa.