August 4, 2008 / 3:18 PM / 9 years ago

Brasil deve aprender com China para 2016, diz Havelange

4 Min, DE LEITURA

Por Javier Leira

PEQUIM (Reuters) - O Brasil precisará imitar o exemplo da China se quiser organizar os Jogos Olímpicos de 2016, afirmou nesta segunda-feira João Havelange, ex-presidente da Fifa.

O Rio de Janeiro foi uma das cidades a passar pelo primeiro corte do Comitê Olímpico Internacional (COI) e continua na disputa pelo direito de receber a Olimpíada de 2016, ao lado de Madri, Chicago e Tóquio.

"O Brasil é um país que foi alvo de muitas preocupações, assim como a China", afirmou Havelange a jornalistas, na Vila Olímpica de Pequim, depois da cerimônia de hasteamento da bandeira brasileira, nesta segunda-feira.

"Estamos lutando por 2016. Temos que ver o que a China fez. O Brasil é um país que merece ser uma potência mundial e, pouco a pouco, conseguiremos isso", acrescentou Havelange, membro do COI e, durante 24 anos, comandante a Fifa.

O brasileiro elogiou a organização dos Jogos de Pequim e disse que ele teria sido um dos responsáveis pelo fato de a capital chinesa haver sido escolhida.

"Estes Jogos são os melhores da história, os mais perfeitos em termos de instalações e de recepção aos atletas", disse Havelange, que integra o COI desde 1963.

O ex-presidente da Fifa afirmou ainda ter ajudado a China a entrar no mundo dos esportes olímpicos e que, desde 1975, manteve contato com as autoridades do país a fim de que o gigante asiático ocupasse um lugar de destaque dentro do mundo dos esportes.

O COI escolherá a cidade-sede da Olimpíada de 2016 em uma reunião do Comitê Executivo a ser realizada no dia 2 de outubro de 2009, em Copenhague. Os Jogos de 2012 serão em Londres.

Havelange, que comandou a Fifa de 1974 a 1998, também se referiu à polêmica surgida entre a entidade e os clubes europeus em torno da liberação de jogadores com menos de 23 anos para os Jogos de Pequim.

"Sempre encontramos alguma solução. Blatter (Joseph Blatter, atual presidente da Fifa) é um homem muito habilidoso, muito inteligente e muito capaz", disse.

Três jogadores sul-americanos ficaram no centro do embate entre a Fifa e os clubes.

O argentino Lionel Messi finalmente viajou para a China depois de a entidade que comanda o futebol ter obrigado o Barcelona a permitir a participação dele. O clube, no entanto, apelou dessa decisão junto à CAS (Corte Arbitral de Esporte).

A entidade se manifestará a respeito do caso nos próximos dias. Situação semelhante viveram os brasileiros Rafinha e Diego, que se juntaram à seleção brasileira apesar da resistência do Schalke 04 e do Werder Bremen, clubes pelos quais jogam.

Schalke e Werder, ambos da Alemanha, também apelaram da decisão da Fifa e os três casos devem ser julgados juntos.

No entanto, não se sabe ao certo se os dois jogadores voltarão à Alemanha porque desobedeceram à ordem de seus clubes quando viajaram para se apresentarem à seleção do Brasil.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below