Sucesso de velocistas leva alegria a povo jamaicano

segunda-feira, 30 de junho de 2008 12:48 BRT
 

Por Simon Evans

KINGSTON (Reuters) - Os principais atletas da Jamaica se preparam para buscar uma medalha de ouro na Olimpíada de Pequim, e suas conquistam representam algum alívio para a população do país, acostumada à enxurrada diária de notícias sobre assassinatos e ações violentas de gangues.

O contraste entre o sucesso nas pistas de atletismo e a sombria realidade da capital do país, Kingston, ficou evidente no domingo, apenas algumas horas antes de Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo, competir no campeonato nacional.

A polícia fechou a entrada lateral do estádio nacional depois de um tiroteio na área, segundo informaram os policiais. Funcionários armados e nervosos permaneceram na esquina da rua enquanto no outro lado da arena os fãs faziam fila para ver Bolt.

Desde que Bolt alcançou a marca de 9,72 segundos em Nova York, no mês passado, superando o recorde mundial de seu compatriota Asafa Powell, ele ocupa as manchetes da mídia no mundo todo, à medida que se aproximam os Jogos de Pequim, em agosto.

No entanto, as primeiras páginas dos jornais jamaicanos são rotineiramente preenchidas pela deprimente litania de assassinatos e tiroteios na capital.

De acordo com a mídia local, houve cerca de 700 assassinatos este ano na ilha, situada no Caribe, e as gangues que infestam as ruas de Kingston expõem quase diariamente a falta de segurança pública nas áreas centrais da cidade.

As competições começaram na sexta-feira, mas o noticiário da noite desse dia foi dominado pelo último crime -- o assassinato do chefe da empresa estatal de transporte, morto a bala do lado de fora de um evento que discutia demissões de funcionários.

Os atletas do país estão participando de uma campanha para dissuadir os jovens de entrarem no mundo das armas e tiroteios.   Continuação...