COI avalia Jogos da China como "impecáveis" e festeja legado

domingo, 24 de agosto de 2008 09:35 BRT
 

Por Simon Denyer

PEQUIM (Reuters) - A China aproveitou o brilho de sua 51a medalha de ouro em casa e recebeu uma inequívoca aprovação do Comitê Olímpico Internacional neste domingo, último dia dos Jogos de Pequim.

Os anfitriões terminaram bem à frente no quadro de medalhas, com 15 ouros a mais que os Estados Unidos. A última das 302 medalhas de ouro em disputa foi conquistada pela França, com a vitória na final do handebol masculino.

O COI tirou de cena qualquer tipo de crítica sobre sua decisão de levar os Jogos à China. A instituição disse que uma Olimpíada não pode resolver todos os problemas do mundo, mas afirmou que ela deixa um legado positivo para a China.

Os Estados Unidos foram menos entusiásticos, fazendo pressão para a libertação imediata de oito norte-americanos que foram presos por realizar protestos em favor da independência do Tibete durante os Jogos.

"Nós estamos desapontados porque a China não aproveitou a ocasião de sediar uma Olimpíada para demonstrar mais tolerância e abertura", disse a Embaixada dos EUA em comunicado.

No último dia de competição, Sammy Wanjiru, do Quênia, liderou o bloco todo africano dos ganhadores de medalhas na maratona, e levantando seus braços em triunfo, ele acelerou o ritmo ao entrar no estádio Ninho de Pássaro para os últimos metros da prova.

Os norte-americanos também tiveram sua dose de emoção com o time de vôlei masculino, que bateu o Brasil, cuja equipe feminina havia vencido os EUA no dia anterior.

A determinação da equipe em conquistar um título no último dia também foi reforçada pela lembrança do sogro do técnico do time, esfaqueado e morto em Pequim no primeiro dia dos Jogos.   Continuação...