12 de Novembro de 2007 / às 17:06 / 10 anos atrás

China repassará a entrevistados informações sobre repórteres

PEQUIM (Reuters) - A China repassará a entrevistados em potencial informações sobre repórteres estrangeiros presentes no país para os Jogos Olímpicos de Pequim, afirmou a principal agência chinesa de imprensa nesta segunda-feira.

As autoridades montaram um banco de dados com o perfil de repórteres estrangeiros a fim de que os entrevistados em potencial possam informar-se a respeito deles, afirmou ao China Daily, Liu Binjie, ministro da Administração Geral da Imprensa e de Publicações (GAPP).

O banco de dados cobrirá 8.000 jornalistas estrangeiros autorizados a trabalharem dentro das instalações dos Jogos Olímpicos e outros 2.000 com autorização para trabalhar fora delas, disse Liu.

A reportagem não detalhou qual tipo de informação seria repassado aos entrevistados ou quão detalhada seriam essas informações, mas relacionou o banco de dados a um esforço iniciado em agosto para combater “falsos repórteres” e publicações não licenciadas.

“Os falsos repórteres, especialmente os que dizem representar meios de comunicação registrados no exterior, prejudicam a sociedade e merecem ser punidos com severidade”, afirmou Liu, segundo o China Daily.

“Disfarçar-se como repórter para ameaçar e intimidar pessoas com o objetivo de arrancar-lhes dinheiro é algo traiçoeiro e muito perigoso para a sociedade.”

Autoridades do GAPP contatadas por telefone afirmaram não poder fazer comentários sobre a reportagem e requisitaram que as perguntas fossem enviadas por fax.

A China identificou 150 repórteres falsos e 300 publicações sem registro, segundo o jornal, desde o lançamento da operação contra “notícias falsas.”

A operação também tem por objetivo combater a pornografia e as publicações não autorizadas. A campanha foi prorrogada até março, cinco meses a mais do que o planejado, disse o jornal, citando o GAPP.

As autoridades fecharam um jornal sem licença e prenderam dois funcionários dele, que, segundo a acusação oficial, receberam suborno para divulgar uma notícia sobre um suposto julgamento injusto no nordeste do país, afirmou no domingo a agência Xinhua.

Esquemas envolvendo a participação de pessoas que fingem ser jornalistas são comuns na China, país onde os meios de comunicação públicos funcionam como braços do governo e os jornalistas podem usar sua influência para gerar ou silenciar histórias.

Porém, segundo grupos de defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, o governo chinês tem usado sua campanha para justificar ações contra jornalistas que investigam casos de corrupção e outros casos desfavoráveis a autoridades locais.

Por Ian Ransom

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