Presidente chinês reitera promessas, censura na rede é suspensa

sexta-feira, 1 de agosto de 2008 09:11 BRT
 

Por Benjamin Kang Lim e Karolos Grohmann

PEQUIM (Reuters) - O presidente chinês, Hu Jintao, disse nesta sexta-feira que a China vai cumprir as promessas de liberdade feitas quando recebeu o direito de sediar a Olimpíada, e no mesmo dia a China suspendeu as restrições no acesso de jornalistas à Internet em Pequim.

Hu disse a um seleto grupo de repórteres que os Jogos, que começam em uma semana, trarão um benefício duradouro para a China e deixarão um "legado espiritual" positivo.

"O governo e o povo chineses têm trabalhado de verdade para honrar os compromissos assumidos junto à comunidade internacional", disse Hu, também dirigente do Partido Comunista, normalmente avesso à imprensa.

Tanto a China quanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) estão sob críticas pelo fato de haver censura à Internet no país durante os Jogos. A falta de avanços nos direitos humanos na China, conforme havia sido prometido, é outro ponto de ataques ao país.

Nesta semana, o chefe de imprensa do COI, Kevan Gosper, admitiu que funcionários do comitê haviam autorizado a China a bloquear o acesso de jornalistas estrangeiros a sites considerados "ameaçadores" pelo regime comunista.

Na sexta-feira, porém, as autoridades recuaram, dizendo novamente que haverá acesso irrestrito à rede. "A questão foi resolvida", disse à Reuters Gunilla Lindberg, vice-presidente do COI, comentando o resultado de uma reunião na noite de quinta-feira entre o COI e o comitê organizador local. "O uso da Internet será como em qualquer Olimpíada."

A realização da Olimpíada na China também atrai protestos em relação à situação dos direitos humanos no país, especialmente no Tibete, e ao apoio de Pequim ao regime sudanês na questão de Darfur.

Embora o acesso à Internet seja liberado durante os Jogos para os jornalistas credenciados, os demais usuários na China continuarão submetidos a rígidas restrições.   Continuação...

 
<p>O presidente da China, Hu Jintao, em coletiva de imprensa em Pequim. Photo by Reinhard Krause</p>