Sem sentimentalismo, Ecclestone ameaça GP da Grã-Bretanha de F1

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 09:24 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, alertou os organizadores do Grande Prêmio da Grã-Bretanha de que não haverá espaço para sentimentalismos na hora de manter ou não a prova no calendário após 2009.

O British Racing Drivers Club (BRDC), dono do circuito de Silverstone, obteve nesta semana apoio das autoridades locais para reformar o local, mas Ecclestone disse que isso não garante nada.

"Suponha que as instalações sejam construídas e que gostemos," disse o dirigente em entrevista publicada na quarta-feira pelo jornal Daily Telegraph.

"O próximo problema é o acordo comercial para que [a F1] esteja lá. Isso não foi discutido senão com o sujeito que veio até mim há algum tempo dizendo que não há como [a BRDC] pagar nem o que eles pagaram no passado.

"Então há duas coisas a superar", prosseguiu. "Primeiro, eles precisam construir as instalações, aí precisam pagar o valor de mercado. Não há sentimentalismo nisso do meu ponto de vista", disse o britânico, de 77 anos.

"Só quero o que fazemos em qualquer outro país, nada mais nem menos. Sinceramente espero que eles tenham como cumprir o que sabemos que precisam realizar para ter o GP em 2010."

Silvertone, que foi uma base aérea da Segunda Guerra Mundial, recebeu o primeiro GP de um campeonato de Fórmula 1, em 1950, e tem uma certa proteção por ser uma das provas tradicionais, junto com Mônaco, Monza (Itália) e Spa (Bélgica).

Mas também é preciso haver um contrato comercial, e o circuito ficou para trás de instalações mais modernas em mercados emergentes, como China, Bahrein, Malásia e Turquia. Vários outros países estão dispostos a pagar quantias significativas para também terem corridas.

Cingapura estréia neste ano, com uma prova de rua; Abu Dhabi já está prevista para 2009, e Índia e Coréia do Sul aguardam na fila para 2010.

(Reportagem de Alan Baldwin)