Super Aguri é proibida de entrar no circuito do GP da Turquia

segunda-feira, 5 de maio de 2008 10:29 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - A combalida equipe Super Aguri foi proibida de entrar no circuito onde acontecerá o GP da Turquia, ao menos até que a Honda decida o que fazer com essa sua subsidiária.

Uma fonte da equipe disse na segunda-feira à Reuters que os caminhões e o motorhome foram barrados no Istanbul Park, local da prova no próximo fim de semana.

Há rumores de que Nick Fry, executivo-chefe da Honda F1, informou à administração da categoria que a Super Aguri não correria na Turquia, quinta etapa da temporada.

No mês passado, terminou sem acordo a negociação para a compra da equipe pelo Magma Group, de Dubai, e agora o ex-piloto Aguri Suzuki espera recuperar o apoio da Honda na terça-feira. Caso não consiga, a categoria ficará novamente com apenas dez equipes, o que não ocorre desde 2005.

O piloto japonês Takuma Sato ficou chocado ao saber da notícia. "Soube que a FOM [administração da Fórmula 1] foi informada de que não correríamos, por isso não deixaram os caminhões entrar. Mas não entendo por que disseram isso, já que nenhuma decisão foi tomada ainda", disse ele em seu site (www.takumasato.com).

Fontes dizem que a Super Aguri, criada às pressas para acomodar Sato depois de ele ser demitido pela Honda, no final de 2005, deve cerca de 100 milhões de dólares à Honda.

Na sexta-feira, a equipe anunciou que o Weigl Group, da Alemanha, assumiria "uma participação acionária substancial", embora Fry duvide que a Honda aceite a proposta.

"Parece improvável que uma empresa do tamanho da Weigl possa sustentar uma equipe competitiva da Fórmula 1, a não ser, é claro, que haja outros parceiros dos quais não estamos cientes", afirmou ele na sexta-feira à Reuters.   Continuação...

 
<p>O piloto de F1 Takuma Sato da equipe Super Aguri corre durante treino para o GP do Bahrein, em 5 de abril. A combalida equipe Super Aguri foi proibida de entrar no circuito onde acontecer&aacute; o GP da Turquia, ao menos at&eacute; que a Honda decida o que fazer com essa sua subsidi&aacute;ria. Photo by Ahmed Jadallah</p>