Cuba aposta em bom resultado na Olimpíada, mesmo após deserções

sábado, 2 de fevereiro de 2008 15:51 BRST
 

HAVANA (Reuters) - Cuba "trabalha intensamente" para ficar acima do décimo lugar no quadro geral de medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, apesar do "duro golpe" que sofreu com as deserções de seus boxeadores, declarou neste sábado o presidente do Comitê Olímpico Cubano.

O boxe cubano, responsável pela metade das medalhas de ouro que o país possui na histórias das Olimpíadas, perdeu cinco medalhistas em potencial.

Em 2006, durante treinamentos na Venezuela, os campeões olímpicos do boxe Yan Barthelemí, Yuriorkis Gamboa e Odlanier Solís desertaram. O bicampeão mundial Guillermo Rigondeaux e o campeão mundial Erislandy Lara retornaram a Cuba depois de uma tentativa frustrada de deserção durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado, e foram afastados do esporte.

"Incluindo o boxe, estamos trabalhando intensamente", disse o dirigente esportivo José Ramón Fernández ao jornal Granma, depois de garantir que Cuba poderia se classificar em todas as categorias no pré-olímpico de boxe.

"O esporte cubano trabalha e luta para ficar nos mesmos lugares do ranking dos últimos Jogos que participou, ou seja, entre a oitava e a décima colocações.

Em meados de janeiro, Cuba anunciou uma intensa preparação de mais de 300 atletas na Europa e Ásia.

Fernández disse ainda neste sábado que espera medalhas de ouro no atletismo, ciclismo, judô e luta greco-romana.

"Agora temos equipamentos para nossas seleções com os quais não contávamos há 15 anos", afirmou.

Cerca de 75 atletas de 13 esportes da ilha já asseguraram sua vaga para as Olimpíadas, enquanto as autoridades esportivas locais esperam participar com uma delegação de 160 atletas em 20 modalidades.   Continuação...