1 de Agosto de 2008 / às 12:58 / em 9 anos

Exército chinês afirma que segurança da Olimpíada está garantida

Por Ian Ransom

NANKOU (Reuters) - Entre exibições de tanques e simulações de confrontos, militares chineses garantiram nesta sexta-feira que a Olimpíada de Pequim terá segurança total e que a expansão armamentista do país é inteiramente pacífica.

A China considera que o terrorismo continua sendo a maior ameaça aos Jogos deste mês. A preocupação principal, diz Pequim, é com grupos domésticos, e não com militantes estrangeiros.

O governo mobilizou dezenas de milhares de soldados e policiais para o evento, mas diz que o custo total da segurança ficará bem aquém do 1,8 bilhão de dólares gastos nesse quesito em Atenas-04.

Por ocasião do 81o aniversário do Exército de Libertação Popular, nesta sexta, os jornalistas tiveram a rara oportunidade de entrar num quartel chinês, perto da Grande Muralha, na periferia norte da capital.

Trata-se do 21o Regimento da Sexta Divisão Blindada, com cerca de 8.000 homens. A unidade, voltada para tanques e artilharia, dificilmente será usada durante os Jogos. Mesmo assim, os responsáveis prepararam uma cuidadosa exibição de sua prontidão, embora com um contingente reduzido -- a maior parte do 21o Regimento treina em outro lugar.

“Para o sucesso completo dos Jogos Olímpicos de Pequim, nossa prioridade máxima e garantir a segurança”, disse o coronel Chen Xuewu, comandante do 21o Regimento.

Os jornalistas foram recebidos com uma coluna de soldados marchando ao som de uma banda. Em seguida, num ginásio, assistiram a um vídeo com treinamentos militares em terra.

Numa sala de simulação de guerra, soldados com os olhos grudados em monitores de computador gritavam ordens de ataque. Já no tranquilo centro cultural da base, alguns militares exercitavam a caligrafia tradicional, a música e a leitura.

Apesar da preocupação em mostrar um rosto “humano” dos militares, os anfitriões repetiram solenemente o já surrado mantra dos organizadores dos Jogos: que o evento está sob ameaça de forças hostis.

Surgido a partir de um esfarrapado grupo de pistoleiros, sem-terra e intelectuais urbanos, em 1928, o Exército Popular atualmente conta com mais de 2 milhões de soldados, e seu arsenal de mísseis, navios e aviões cresce rapidamente.

Nos últimos anos, outros países cobram da China explicações sobre os seus vultosos gastos militares, mas o país garante que não há com que se preocupar.

“Acho que eles têm feito críticas porque eles sabem pouco sobre o Exército de Libertação Popular”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa nacional, coronel Hu Changming.

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