23 de Agosto de 2008 / às 17:17 / 9 anos atrás

Ídolo do vôlei mundial, técnica chinesa dos EUA amarga derrota

Por Paul Majendie

PEQUIM (Reuters) - Para uma das melhores jogadoras de vôlei em todos os tempos, a noite de sábado em Pequim foi marcada pela amargura. A chinesa Lang Ping, a “Martelo de Ferro”, não conseguiu conquistar o título feminino como técnica dos Estados Unidos.

A treinadora, de 44 anos, levou a seleção norte-americana à final numa campanha surpreendente, mas caiu diante do Brasil por 3 sets a 1 em seu último obstáculo.

Lang, que colocou o vôlei no mapa na China ao conquistar a medalha de ouro em Los Angeles-1984, trabalhou durante quatro anos para levar um time inexperiente dos Estados Unidos a um padrão vencedor.

Mas ela teve que trilhar um caminho delicado, preocupada em assegurar que seu retorno à terra natal não atraísse a ira dos torcedores chineses. E não teve com o que se preocupar. Os compatriotas a festejaram o tempo todo.

“Eu tenho muita sorte. As pessoas aqui nos deram muito carinho e amor. Foi uma grande força para nossas jogadoras”, afirmou Lang, profundamente tocada pela recepção que recebeu em Pequim.

“Não sou uma pessoa emotiva, mas eu gostei de ver as jogadoras atuarem tão bem”, acrescentou.

Lang, conhecida como Jenny nos Estados Unidos, aceitou dirigir a seleção norte-americana depois de treinar diversos times da liga italiana para poder ficar mais perto da filha, que morava na América do Norte.

Conhecida como “Martelo de Ferro” durante seus tempos de jogadora pela potência do ataque, e alçada ao Hall da Fama do vôlei em 2002, Lang reviveu a experiência do dia em que a China venceu os EUA na final de 1984.

Heroína nacional, ela ajudou a popularizar o vôlei na China e teve inclusive seu rosto estampado em selos.

Lang foi a primeira a admitir: “Tivemos pouco tempo para organizar o time para esse torneio. As jogadoras fizeram o seu melhor.”

Mas o contraste não poderia ser maior. As jogadoras brasileiras pularam, vibraram e dançaram em quadra comemorando a exuberante vitória, enquanto as norte-americanas eram o retrato da decepção.

Perguntada se voltaria a seu país para treinar a seleção chinesa, Lang afirmou que “no momento eu acho que não. Eu realmente preciso de férias. Acho que há muitos bons técnicos na China.”

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