PERFIL-Doping derruba Marion Jones do olimpo do esporte

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 19:50 BRST
 

Por John Mehaffey

LONDRES (Reuters) - Obstinada, articulada e gloriosamente talentosa, Marion Jones foi uma sensação imediata na primeira vez que competiu na Europa, em 1997.

Enquanto Carl Lewis se despedia dos grandes estádios do continente, ela encantava adversários, espectadores e jornalistas. E, três anos depois, entrava num território no qual nem Lewis nem Jesse Owens haviam se aventurado.

Na Olimpíada de Sydney-2000, ela planejava acrescentar o título do revezamento 4 x 400m às medalhas de ouro dos 100m, 200m, 4 x 100m e salto em distância, que Lewis havia ganhado em Los Angeles-84, e Owen em Berlim-36.

Jones terminou com três ouros e dois bronzes, foi capa da Vogue, da Time e da Newsweek e assinou contratos milionários.

Sete anos depois, aos 32, ela se tornou uma pária do esporte ao confessar, às lágrimas, que havia usado doping antes das vitórias em Sydney e também, segundo o Los Angeles Times, que está totalmente endividada.

Na sexta-feira, Jones foi sentenciada a seis meses de prisão por ter mentido a promotores federais a respeito do uso de esteróides.

A história de Jones começa em Los Angeles. Ela idolatrava a bicampeã olímpica Florence Griffith Joyner, que morreria dormindo dez anos depois. Tornou-se uma grande atleta, mas deixou uma mancha em seu currículo: quando adolescente, Jones faltou a um exame antidoping, e sua mãe contratou um advogado para evitar uma suspensão de quatro anos.

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