Supermães deixam sua marca em Pequim

domingo, 17 de agosto de 2008 15:28 BRT
 

Por Belinda Goldsmith

PEQUIM (Reuters) - Mães do mundo, levantem-se e aplaudam a maratonista britânica Paula Radcliffe e a nadadora norte-americana Dara Torres, que competiram na Olimpíada neste domingo.

Radcliffe, de 34 anos, detentora do recorde mundial, e Torres, a mais velha nadadora norte-americana aos 41 anos, estão entre o número crescente de mães atletas competindo em Pequim, provando que bebês não significam o fim para a elite esportiva. Talvez até ajude ser mãe.

Radcliffe, mãe de Isla desde janeiro de 2007, perdeu uma medalha olímpica pela quinta vez neste domingo, já Torres arrebatou duas medalhas de prata na piscina chinesa no domingo, derrotando uma rival australiana 25 anos mais nova, antes de voltar suas atenções para sua filha Tessa, de 2 anos.

Um estudo com mães da elite do esporte feito pela Universidade Massey, na Nova Zelândia, apresentado em uma conferência de gerenciamento esportivo no ano passado, descobriu que o número de mães envolvidas em esportes de alto nível aumentou na última década, mas não ofereceu cifras.

CORPO OU MENTE?

Mas ainda não há consenso se as mudanças físicas durante a gravidez podem reforçar a capacidade aeróbica e melhorar o desempenho feminino depois de dar à luz ou se o impacto mental do parto é um fator de melhoria do desempenho pós-parto.

A idéia de que o desempenho das mulheres melhora depois do parto é às vezes chamada de "o mito de Ingrid", graças à maratonista norueguesa Ingrid Kristiansen, que venceu a maratona de Houston em 1983 somente cinco meses depois do nascimento de seu primeiro filho.

A atleta holandesa Fanny Blankers-Koen foi a precursora das mães olímpicas. Mãe de dois filhos aos 30 anos e apelidada "A dona de casa voadora", ela conquistou quatro medalhas de ouro em Londres em 1948.   Continuação...