11 de Abril de 2008 / às 15:21 / 9 anos atrás

Buenos Aires reforça segurança para proteger tocha olímpica

<p>Seguran&ccedil;as acompanham &ocirc;nibus carregando a tocha ol&iacute;mpica e a delega&ccedil;&atilde;o chinesa no aeroporto internacional de Buenos Aires. A pol&iacute;cia da Argentina preparou-se para enfrentar manifestantes durante a passagem da tocha ol&iacute;mpica pelo pa&iacute;s. Photo by Enrique Marcarian</p>

Por Helen Popper

BUENOS AIRES, Argentina (Reuters) - A polícia da Argentina mobilizou-se nesta sexta-feira para proteger a tocha olímpica durante a passagem da chama por Buenos Aires, preparando-se para enfrentar manifestantes que denunciam a violação de direitos humanos na China, país-sede dos Jogos Olímpicos deste ano.

A tocha chegou à Argentina na quinta-feira, com pouco alarde. Ela deve passar diante da Casa Rosada (palácio presidencial) e por algumas avenidas da capital argentina, onde voluntários de clubes esportivos ajudaram a montar barreiras de contenção desde a madrugada.

Ativistas argentinos contrários à dominação da China sobre o Tibet prometeram realizar "ações surpresa" pacíficas durante o dia, mas disseram que não tentarão apagar a chama como fizeram manifestantes em Londres e em Paris.

"Estamos conclamando as pessoas a adotarem uma postura a esse respeito", disse Jorge Carcavallo, do grupo Tibet Livre, enquanto carregava faixas nas quais se lia a mensagem: "Liberdade de Imprensa."

"Nós acreditamos que haverá manifestações simples, nas quais as pessoas exibirão faixas desse tipo."

Cerca de 1.500 membros da Guarda Costeira, 1.200 policiais e 3.000 funcionários municipais montarão guarda enquanto atletas e personalidades da Argentina carregam a tocha através da capital.

"É difícil atuar nessa situação porque a tocha está em movimento. Há muitas pessoas envolvidas, há a tocha, a chama. Ou seja, há muitos fatores a respeito do qual precisamos estar atentos", disse Francisco Irarrazaval, secretário de Esportes da cidade.

Diego Maradona foi convidado para dar início à cerimônia, mas Irarrazaval disse que o ex-jogador não poderia comparecer devido a compromissos assumidos anteriormente. A estrela do tênis Gabriela Sabatini estava entre os atletas que carregariam a tocha.

O jogador de vôlei de praia Emanuel, campeão olímpico em Atenas ao lado de Ricardo, em 2004, será o representante do Brasil no revezamento da tocha na capital argentina. Emanuel receberá a tocha das mãos do boxeador Pablo Chacón e entregará a um convidado.

O evento deve começar às 14h15 (horário local e de Brasília). Depois da Argentina, a tocha ruma para a Tanzânia, onde a queniana Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, anunciou ter desistido de participar da cerimônia.

Em Buenos Aires, não se espera uma repetição dos protestos desordenados ocorridos em Londres, Paris e San Francisco.

O iatista argentino Carlos Espínola, que acompanhará a tocha em parte de sua passagem pela capital, disse que tentar apagar a chama olímpica era algo contrário ao espírito dos Jogos.

"Compreendo os motivos dos manifestantes e não há problema em chamar atenção para as coisas que estão acontecendo. Mas essas questões não têm relação com os Jogos Olímpicos," escreveu, no jornal La Nación.

Reportagem adicional de Cesar Illiano

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