9 de Agosto de 2008 / às 00:18 / 9 anos atrás

Phelps dá início a busca por recorde no 1o dia dos Jogos

<p>O norte-americano Michael Phelps durante sess&atilde;o de treino em Pequim , nesta sexta-feira REUTERS. Photo by Jason Reed</p>

Por Andrew Cawthorne

PEQUIM (Reuters) - O nadador Michael Phelps mergulha no sábado em busca da primeira das inéditas oito medalhas de ouro que pretende conquistar na China, que na sexta-feira maravilhou o mundo com a cerimônia de abertura da Olimpíada.

Os anfitriões, que esperam superar os EUA no quadro de medalhas depois de ficarem em segundo lugar em Atenas-2004, têm a chance de conseguir o primeiro ouro com a atiradora Du Li, na prova dos 10 metros com rifle de ar.

E o doping volta a dar as caras, já que na sexta-feira a imprensa grega noticiou que o velocista Tassos Gousis dera positivo para um exame a poucos dias da Olimpíada.

O boxe também começa na sexta-feira. Cuba, potência tradicional do esporte, cinco ouros em Atenas, chega enfraquecida por várias deserções e enfrentará uma competição mais acirrada.

Os ciclistas serão os primeiros atletas a testar o impacto da poluição e do calor pequineses, na prova masculina de estrada, que inclui uma pequena viagem da Cidade Proibida até a escarpada Grande Muralha.

Mas quase todas as atenções estarão mesmo voltadas para Phelps, 23 anos, que disputa as eliminatórias dos 400 metros medley individual no novíssimo Cubo d'Água. Em nove dias, se tudo der certo para ele, cairá na água 17 vezes para tentar superar o recorde olímpico de sete medalhas de ouro, que pertence a Mark Spitz em Munique-72.

"Estou aqui para me divertir", disse o norte-americano, que em junho bateu pela sétima vez o recorde da prova, embora com o compatriota Ryan Lochte a menos de um segundo.

BELEZA E PROTESTOS

A China abriu a Olimpíada na sexta-feira com uma cerimônia esfuziante, que celebrou tanto a sua história milenar quanto o seu status de superpotência emergente. Desfrutando um boom econômico, o regime comunista do país mais populoso do mundo gastou 43 bilhões de dólares nos Jogos.

Cerca de 80 líderes mundiais, entre eles o norte-americano George W. Bush e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, estavam entre os 91 mil espectadores no espetáculo de tambores, danças e fogos de artifício no estádio Ninho de Pássaro.

Mas o evento atrai não só admiração, como também protestos contra a falta de abertura política e a situação dos direitos humanos na China.

Apesar da presença de 100 mil policiais e soldados em Pequim, pequenos grupos de estrangeiros gritaram e abriram cartazes nas ruas nesta semana a fim de chamar a atenção para causas como o Tibete, o aborto e a liberdade religiosa.

Três manifestantes que abriram uma bandeira tibetana na sexta-feira junto ao Ninho de Pássaro foram detidos em questão de segundos pela polícia.

O domínio chinês sobre essa região do Himalaia foi o assunto que mais despertou críticas a Pequim nos meses que antecederam à Olimpíada. E mesmo durante os Jogos o governo não parece disposto a tolerar a dissidência.

Muitos adversários do regime estão sob prisão domiciliar, e outros fugiram para províncias distantes ou foram levados para lá em "férias forçadas" segundo ativistas de direitos humanos.

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