October 29, 2007 / 6:53 PM / 10 years ago

ENTREVISTA-Romário quer investimento em segurança e estádios

3 Min, DE LEITURA

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Embaixador da candidatura brasileira à sede da Copa do Mundo de 2014, o atacante Romário acredita que avanços nas áreas de segurança e infra-estrutura dos estádios são os principais desafios que o país vai enfrentar até o Mundial.

"Há coisas importantes para o Brasil fazer, mas creio que a segurança é bem importante. Nós temos sete anos para melhorar isso", disse Romário à Reuters no domingo, pouco antes de viajar para Zurique, na Suíça, onde a Fifa deve confirmar, na terça-feira, o Brasil como sede da Copa.

Autor de mais de 1.000 gols ao longo de uma carreira de sucesso nacional e internacional, o jogador do Vasco avalia que os estádios brasileiros estão fora do padrão Copa do Mundo e prevê investimento pesado para prepará-los para 2014.

"Temos problemas de estádios que precisam ser reformados. A maioria, ou melhor, noventa por cento precisam de uma reforma geral (para serem aceitos)", afirmou o atacante. "Não podemos dar mole. Temos que trabalhar muito após o anúncio."

Romário acompanhou a comitiva da Fifa que esteve no Brasil no final de agosto visitando as instalações que poderão ser aproveitadas na Copa do Mundo.

"Deixamos uma imagem bem positiva. Eles ficaram impressionados com algumas coisas, principalmente com a alegria e a receptividade do povo brasileiro", declarou o jogador.

"Eles sabem que o Brasil, como país ainda em desenvolvimento, tem muita necessidade de sediar essa Copa do Mundo para poder dar um salto. Acho que tudo isso vai fazer com que a Fifa escolha o Brasil definitivamente."

Em 2014, o atacante estará com 48 anos e, como embaixador do Brasil para o Mundial, pretende trabalhar intensamente para que a Copa seja um grande sucesso. "Gostaria de ter algum tipo de participação. Espero estar com saúde até lá para ajudar no que for preciso", afirmou.

O atacante ainda não fez planos para o futuro profissional, mas garante que vai estar no meio do futebol.

"É meio complicado. Não tenho nada em mente ainda. Com certeza vou estar fazendo alguma coisa no futebol porque a minha vida é o futebol", disse ele, que não se encantou pela rápida experiência como técnico de futebol, na semana passada, em jogo do Vasco pela Copa Sul-Americana.

"Fiquei muito feliz e a experiência no Vasco foi muito positiva, mas não é a minha não. Empresário também não quero. Pode ter certeza que dentro do futebol vou continuar", finalizou.

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