7 de Julho de 2008 / às 13:48 / 9 anos atrás

Após o pódio, Barrichello pressiona Honda por novo contrato

Por Alan Baldwin

SILVERSTONE, Inglaterra (Reuters) - O piloto Rubens Barrichello acabou com uma espera de três anos neste domingo ao subir novamente ao pódio, o que mostrou que o brasileiro não perdeu seu talento de pilotar na chuva.

Enquanto comemorava o terceiro lugar no GP da Inglaterra, que não trouxe nenhuma ameaça a suas chances de permanecer na Honda na próxima temporada, o piloto de 36 anos sentiu que poderia ter se saído ainda melhor.

“Adoro a chuva”, disse ele. “Hoje, estava muito difícil no começo da prova por causa da pouca visibilidade, já que larguei de trás. Houve um momento em que toquei na linha branca e rodei”, afirmou.

“Houve um pequeno problema na parada no box que eu ainda não sei o que aconteceu, permaneci lá por mais de 20 segundos e isso me custou uma posição a mais no pódio.”

Barrichello, que é dono do recorde de 261 corridas na Fórmula 1, usou toda sua experiência para fazer a escolha certa do momento mais adequado para colocar pneus de chuva, que começou a cair pesadamente na metade da prova.

Com o ex-diretor técnico da Ferrari, Ross Brawn, elaborando a estratégia do pit como chefe de equipe, a Honda conseguiu seu primeiro pódio do ano e quase dobrou seus pontos de uma só vez.

SEM INTENÇÃO DE PARAR

Barrichello, cujo contrato termina no final da temporada, não perdeu tempo e começou a pressionar para permanecer no time em 2009.

“Acho que o pódio veio num bom momento”, disse o piloto, cujo último pódio havia acontecido com a Ferrari, em 2005, na corrida que terminou com seis carros em Indianápolis devido a uma questão de segurança dos pneus.

“Não tenho intenção de parar. Só vou parar se não tiver para onde ir”, afirmou.

“Mas minha intenção é permanecer na Honda, ainda não tenho contrato, mas eu me sinto jovem. Adoro correr agora mais do que nunca”, disse.

“O dia que eu achar que estou realmente mais lento do que em minha primeira corrida em Kyalami, este será o dia em que irei parar. Mas, no momento, eu sinto que estou mais rápido do que naquele dia”, avisou o brasileiro.

Brawn, que trabalhou com Barrichello durante os seis anos do brasileiro na Ferrari e com o heptacampeão mundial Michael Schumacher, talvez precise ser convencido quando chegar a hora de tomar a decisão.

“Acredito que longe da sombra de Michael, ele tenha reconhecido a grande oportunidade que teve”, disse o britânico aos repórteres após a corrida.

“Michael era excepcional e qualquer piloto que corresse na mesma equipe que ele teria um imenso desafio”, acrescentou.

“Rubens fez um grande trabalho ao conviver com isso e, claro, ele não tem mais que conviver com isso e acredito que há muitas coisas novas para ele”, afirmou Brawn.

“Acho que, possivelmente, ele é melhor piloto agora do que me lembro dele na Ferrari”, concluiu.

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