Premiê japonês diz que vai à abertura dos Jogos de Pequim

domingo, 6 de julho de 2008 17:32 BRT
 

Por Linda Sieg

TOYAKO, Japão (Reuters) - Como último sinal das relações calorosas entre o Japão e a China, o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, disse neste domingo que irá à cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim, que ele disse ver como um evento esportivo, e não político.

Ativistas de defesa dos direitos humanos pediram aos líderes mundiais que boicotem a cerimônia de abertura dos Jogos, em 8 de agosto, em protesto contra o histórico da China em violações aos direitos civis.

A ação repressiva da China no Tibete, depois de distúrbios que causaram mortes em março nessa região, provocou protestos no mundo todo contra as políticas do governo chinês, incluindo manifestações que prejudicaram o trajeto da tocha olímpica em vários países.

Mas o premiê Fukuda disse que irá ao evento. Ele deu a declaração depois de conversas com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na véspera da cúpula do Grupo dos Oito (que engloba as nações mais industrializadas mais a Rússia), que será realizada no norte do Japão entre os dias 7 e 9 deste mês.

"Muitos atletas do Japão estarão lá, por isso é natural que eu queira incentivá-los", disse ele em uma coletiva de imprensa em Hokkaido, ao lado de Bush.

"Não há necessidade de envolver a política (com os Jogos). Mesmo que a China tenha vários problemas, eles estão em meio a esforços para efetuar melhorias," acrescentou Fukuda.

As relações sino-japonesas melhoraram claramente nos últimos dois anos depois de um esfriamento durante o mandato de Junichiro Koizumi, entre 2001 e 2006, em parte por causa das visitas que ele fez ao Santuário de Yasukuni, em Tóquio, em memória aos mortos de guerra. Esse memorial é visto pela China como um símbolo do passado militarista japonês.

Fukuda se reuniu em maio com o primeiro-ministro chinês, Hu Jintao, em Tóquio e os dois mantiveram conversações importantes para consolidar o estreitamento dos laços entre os dois países. Hu e Fukuda vão reunir-se novamente à margem da cúpula do G8.   Continuação...