18 de Junho de 2008 / às 00:45 / em 9 anos

Argentina chega pressionada e vê obrigação de vencer Brasil

Por Pedro Fonseca

BELO HORIZONTE (Reuters) - A seleção argentina desembarcou em Belo Horizonte para a partida de quarta-feira contra o Brasil tão pressionada quanto a equipe do técnico Dunga, após ter sofrido bastante para arrancar um empate em casa contra o Equador no fim de semana.

“Ganhar aqui no Brasil seria muito importante para a gente”, disse em entrevista coletiva o meia Juan Román Riquelme, após a chegada do time à capital mineira, onde a Argentina perdeu por 3 x 1 nas eliminatórias passadas, em 2004.

“Nós temos a mesma pressão que o Brasil. É uma partida muito importante para os dois, as duas equipes têm a obrigação de ganhar”, acrescentou o jogador do Boca Juniors.

O clima tenso da delegação argentina ficou evidente durante a entrevista concedida por Riquelme e o capitão Javier Zanetti, no hotel onde o time está concentrado.

Primeiro Riquelme bateu boca com um jornalista de seu país que perguntou a respeito de um possível desentendimento entre ele e Lionel Messi. “Você está inventando coisas”, respondeu o meia, bastante irritado.

Pouco depois, foi a vez de Zanetti perder a paciência quando o repórter de um programa humorístico brasileiro perguntou se poderia haver panelaço em Buenos Aires caso o Brasil vencesse o clássico.

“Primeiramente, não pensamos em perder. Esse é um assunto muito importante para o nosso país, não acho que seja uma assunto para se fazer brincadeira”, afirmou o capitão.

Para piorar a situação dos argentinos, que perderam os últimos três jogos contra o Brasil, o técnico Alfio Basile terá os desfalques do zagueiro Martín Demichellis, suspenso, e do meia Juan Sebastián Verón, lesionado. Javier Mascherano, ex-Corinthians, ainda é dúvida.

Os desfalques argentinos foram minimizados pelo capitão da equipe --“quem entrar tem a mesma obrigação de vencer”, afirmou Zanetti-- assim como a ausência da dupla brasileira Kaká e Ronaldinho Gaúcho.

“Estamos falando de grandes jogadores como Kaká e Ronaldinho, mas eles (a seleção brasileira) têm grandes figuras que podem fazer a diferença, como Robinho, Luis Fabiano e Adriano. O Brasil é uma grande equipe, um grande conjunto”, afirmou o lateral-direito.

Apesar de os últimos três confrontos entre os maiores rivais sul-americanos terem sido vencidos sem contestação pelo Brasil --4 x 1 na final da Copa das Confederações de 2005, 3 x 0 em amistoso em 2006 e 3 x 0 na final da Copa América de 2007-- Zanetti não acredita que o duelo desta semana deve ser encarado como uma revanche, mas sim uma partida especial.

O clássico colocará frente a frente as duas equipes que lideram o ranking de seleções da Fifa e estarão em campo algumas das principais estrelas do futebol internacional, como Lionel Messi, Sergio Aguero, Robinho e Adriano.

“Essa é uma partida a parte, uma partida especial, é um clássico. Não importa como jogamos antes, a Argentina pode jogar melhor do que contra o Equador e ganhar do Brasil”, afirmou Zanetti, citando o empate por 1 x 1 com os equatorianos, no domingo.

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