Seleção brasileira deixa luxo e fica na Vila Olímpica de Pequim

quinta-feira, 6 de março de 2008 22:22 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os gastos milionários da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para hospedar a seleção brasileira não fazem parte da estratégia da comissão técnica que tentará o inédito ouro na Olimpíada de Pequim, disse nesta quinta-feira o auxiliar-técnico Jorginho.

A equipe nacional vai ficar na Vila Olímpica para manter o espírito olímpico presente na seleção nacional, a partir da convivência com atletas de outros esportes, incluindo os menos badalados, tanto do Brasil como do exterior.

"Quem quer conquistar e está preocupado com uma medalha olímpica não pode se preocupar com algum tipo de dificuldade. Eu já fiquei em uma Vila Olímpica e o (técnico) Dunga também. Não tem nenhum mistério", disse Jorginho a jornalistas.

Antes do fracasso da Copa do Mundo da Alemanha, a seleção do técnico Carlos Alberto Parreira ficou isolada em um luxuoso castelo na cidade de Weggis, na Suíça.

Na ocasião o Brasil também evitou os tradicionais treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis, onde os torcedores podiam ter contato com os astros.

A preocupação da comissão técnica é com o possível assédio de atletas de outros países às estrelas brasileiras que vão disputar os Jogos de Pequim, como Robinho, Kaká e Alexandre Pato --nomes quase certos na lista de Dunga. Para o auxiliar-técnico, o lado positivo de ficar na Vila Olímpica é o fato de a comissão não ter de se preocupar com os horários dos jogadores.

"Lá tem horário para comer e para voltar", disse.

Durante a estada na Suíça em 2006, vários jogadores do Brasil foram flagrados na noite de Weggis.

(Por Rodrigo Viga Gaier)