Número de feridos em estádios de futebol da Itália cai 80%

quinta-feira, 25 de outubro de 2007 11:33 BRST
 

ROMA (Reuters) - O número de feridos em conflitos ocorridos nas proximidades de estádios de futebol da Itália caiu 80 por cento desde a última temporada, após a adoção de normas mais rígidas para coibir os enfrentamentos, afirmaram autoridades nesta quinta-feira.

O chefe de polícia do país e dirigentes do futebol italiano concordaram após uma reunião que o próximo objetivo é tornar as leis menos rígidas até o final do ano.

As medidas de controle foram decretadas depois da morte de um policial durante brigas ocorridas em fevereiro, do lado de fora do estádio onde jogavam Catania e Palermo, pela Série A.

A Itália enfrenta há vários anos problemas com torcedores violentos, e incidentes esporádicos continuaram a ocorrer, levando as autoridades a fecharem alguns estádios ou ao menos parte deles a fim de evitar os violentos confrontos.

"Desejamos chegar à meta da normalidade e todos temos o objetivo de atingir isso até o fim deste ano", afirmou a repórteres o chefe de polícia da Itália, Antonio Manganelli.

"Os números são tranquilizadores porque já registramos uma redução de 80 por cento no número de feridos. Há, no entanto, uma minoria de homens criminosos que deseja colocar não apenas a ordem pública em risco mas também o espetáculo do futebol."

"Os bilhetes com o nome do comprador e as catracas eletrônicas passaram a fazer parte da nossa cultura, e o mesmo aconteceu com os cartões (de filiação) dos torcedores", disse Manganelli.

O presidente da liga italiana de futebol, Antonio Matarrese, afirmou que novas decisões a respeito de partidas consideradas problemáticas devem ser tomadas por um observador especial responsável por todo o país e não por autoridades municipais.

O chefe da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giancarlo Abete, disse: "Entre o mundo do futebol e os órgãos de segurança pública há um acordo total para um plano que nos fará voltar à normalidade dentro dos estádios italianos."

(Por Mark Meadows)