August 11, 2008 / 12:35 PM / 9 years ago

"Jia iôu" é o grito da moda nos Jogos de Pequim

3 Min, DE LEITURA

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - Em qualquer competição que se assista na Olimpíada de Pequim, um grito de guerra da torcida local fica martelando do início ao fim do programa.

É o "jia iôu," em uma transcrição livre do som para o português. Segundo os chineses, é uma mistura de "vamos" com "força". Eles dizem que é para levantar o ânimo do atleta, o que parece estar funcionando, já que o país lidera o quadro de medalhas até esta segunda-feira.

Alguns estrangeiros que vieram para os Jogos, no entanto, acham o som um pouco irritante, pela forma como é repetido insistentemente.

"Eles não variam os dizeres e aquilo fica na cabeça da gente", disse a polonesa Kasia Adamiec, presente às competições do judô na segunda-feira, no ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim. "Me incomoda um pouco", completou ela, que retorna para Varsóvia, onde vive, no sábado.

Outros não se importam. "Por mim está tudo bem. Os torcedores holandeses também são bem barulhentos", afirmou Renne de Haan, também presente ao judô.

A competidora para a qual ela torcia, Deborah Vekin-Gravenstijn, venceu a brasileira Ketleyn Quadros na segunda rodada da competição feminina dos leves (até 57 kg).

A estudante universitária chinesa Ding Dana, que assistia à sua primeira competição na Olimpíada, afirmou que apesar do dominante "jia iôu" os torcedores locais às vezes variam com um tom mais nacionalista, gritando o nome do país ("zhong guo").

"Todos estão muito orgulhosos de sediar a Olimpíada e do desempenho dos atletas", afirmou ela, que estuda jornalismo em Pequim.

Um pouco desse sentimento pôde ser visto no jogo de basquete masculino entre EUA e China, que atraiu enorme atenção da mídia e dos torcedores locais. Chineses se aglomeraram em frente a TVs para ver a partida e vibraram muito em cada lance do gigante Yao Min.

Nem a dura derrota, por diferença de 31 pontos, aplacou o ufanismo da mídia local. O jornal "China Daily" trouxe um título que dizia algo como "Dessa vez deu Estados Unidos".

A estudante Dana, porém, foi um pouco mais realista. "Acho que não vai dar para terminar em primeiro (no quadro de medalhas). Vamos ficar em segundo, atrás dos EUA."

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