Chicago quer levar novo presidente dos EUA a votação olímpica

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 11:42 BRT
 

Por Karolos Grohmann

PEQUIM (Reuters) - O novo presidente dos EUA, a ser eleito em novembro, participará em 2009 da sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) destinada a escolher a sede dos Jogos de 2016. O objetivo é promover a candidatura de Chicago, que disputa contra Madri, Tóquio e Rio de Janeiro, disse nesta quinta-feira Patrick Ryan, chefe da candidatura norte-americana.

"Temos fortíssimo apoio de ambos os presidenciáveis", disse Ryan à Reuters. "Quem quer que ganhe (a eleição de 4 novembro) viajará a Copenhague (para a votação do COI)."

"Quem quer que ganhe, estará bem no começo do seu mandato, e o mundo estará ansioso para conhecê-lo", disse Ryan, referindo-se ao democrata Barack Obama ou ao republicano John McCain.

Obama, que nasceu no Havaí, fez toda a sua carreira política em Chicago.

É comum que chefes de governo compareçam às votações do COI para defender cidades de seus países. Há quem diga que o então primeiro-ministro Tony Blair foi essencial para levar os Jogos de 2012 para Londres.

Da mesma forma, o então presidente russo, Vladimir Putin, estava presente na sessão de 2007 na Guatemala que escolheu Sochi, um balneário no mar Negro, como sede da Olimpíada de Inverno de 2014.

Ryan destacou o fato de que Chicago pretende realizar Jogos "compactos", ao longo do parque e da margem do lago local.

"Temos a boa fortuna de nossos antepassados terem criado 23 milhas de parque e beira-lago", disse ele. "Temos a oportunidade de ter Jogos compactos e Jogos que sejam no centro da cidade."

Ele disse que os organizadores da candidatura tentam melhorar alguns detalhes depois que Chicago ficou em terceiro lugar no relatório de avaliação técnica do COI, atrás de Tóquio e Madri.

Ryan disse que a atual disputa entre o COI e o Comitê Olímpico dos EUA -- a respeito da transferência de direitos de TV e patrocínios pagos ao comitê local -- não vai afetar a candidatura de Chicago, pois será resolvida antes da votação. "Pessoas de boa-fé vão resolver isso," afirmou.