Pequim diz que não vai ceder a pressões políticas na Olimpíada

terça-feira, 29 de janeiro de 2008 09:53 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - A China nunca se submeterá a pressões e insultos de grupos e governos que queiram usar a Olimpíada de Pequim para mudar a política chinesa, disse um influente jornal estatal nesta terça-feira.

Ativistas de todo o mundo querem aproveitar os Jogos de 2008 para pressionar a China em várias questões, como a liberdade religiosa e a situação de Taiwan e Tibete.

A atriz Mia Farrow, por exemplo, faz campanha contra o fato de a China vender armas ao Sudão e comprar petróleo desse conturbado país africano.

"Como a Olimpíada de Pequim se torna assunto popular de conversas mundo afora, alguns que olham para o povo chinês de forma tingida criaram uma espécie constrangedora de 'excitação"', disse um artigo do Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista.

"Eles acreditam que podem exercer pressão sobre o governo chinês para obrigar a China a uma situação em que não possa fazer nada senão ceder a suas exigências. Essa gente fez um cálculo errado", diz o texto.

Jian Yu, porta-voz do Ministério do Exterior, disse que os avanços da China na defesa dos direitos e liberdades de seus cidadãos deveriam ser reconhecidos. Ela insistiu na necessidade de não politizar os Jogos.

"Acreditamos que a comunidade internacional deveria se opor a atos que prejudiquem os Jogos Olímpicos", disse ela em entrevista coletiva.

O artigo no Diário do Povo fazia um alerta especial em relação a Taiwan, uma ilha autônoma que é vista por Pequim como parte de seu território.

"Não há país no mundo que receba uma Olimpíada e que comprometa seus próprios interesses centrais" diz o texto.   Continuação...