28 de Fevereiro de 2008 / às 13:49 / em 10 anos

Ex-premiê quer tornar Manchester City o "orgulho da Tailândia"

<p>Ex-premi&ecirc; da Tail&acirc;ndia Thaksin Shinawatra, dono do Manchester City, ao lado do goleiro da equipe Kasper Schmeichel, durante v&ocirc;o para a Tail&acirc;ndia, nesta quinta-feira. Photo by Staff</p>

Por Nopporn Wong-Anan

BANGCOC (Reuters) - O ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra prometeu transformar o time inglês Manchester City, que ele adquiriu em julho de 2007, em motivo de orgulho para seu país.

“Será o time do qual os tailandeses se orgulharão”, disse ele a uma emissora de TV da Tailândia, antes de voltar a Bangcoc após um exílio de 18 meses.

Ele também reiterou o compromisso de divulgar o nome do time pela Ásia, com a ajuda de uma rede de escolinhas de futebol.

“Haverá um Man City da China, um Man City do Japão, Man City EUA. Na próxima temporada, o Man City será um outro Manchester United”, afirmou, referindo-se ao principal time de Manchester, rival do seu clube.

Após a chegada de Thaksin, o City reforçou seu time com diversos jogadores internacionais, incluindo os brasileiros Elano e Geovanni.

Em entrevista à Reuters em dezembro, Thaksin comentou planos para angariar dinheiro para manter o clube e contratar jogadores. Isso incluiria a emissão de títulos vinculados, por exemplo, à renda da bilheteria -- uma operação chamada “securitização.”

“Securitização é o nome do jogo que estão jogando nos países ocidentais. Temos de trabalhar nisso”, afirmou Thaksin, que foi deposto por um golpe de Estado em 2006 na Tailândia.

Dois jogadores do Manchester City o acompanharam no vôo que o levou de Hong Kong a Bangcoc, e elogiaram bastante o dirigente.

“Ele é uma pessoa muito genuína e legal -- muito generoso e apaixonado pelo clube. Está disposto a colocar tempo, dinheiro e esforço para garantir que o clube seja um sucesso”, afirmou o goleiro Kaspar Schmeichel à Reuters.

Embora garanta que deixou a política, o fato de ter pago 164 milhões de dólares pela compra de 75 por cento do Manchester City o manteve nas manchetes. Os jornais tailandeses acompanham de perto cada palavra ou gesto seu.

“A aquisição do Manchester City o colocou sob os holofotes globais”, disse Sorakon Adunyanon, biógrafo de Thaksin.

“Mesmo tendo construído um império que vale 73 bilhões de bahts (2,28 bilhões de dólares), não havia muita gente fora da Tailândia que já tivesse ouvido falar dele. Mas depois de gastar apenas 5 bilhões de bahts no City, ele se tornou globalmente conhecido”, afirmou.

Desprezado por tailandeses de classe média, Thaksin é venerado pela torcida do Manchester City, que há 31 anos não comemora um título.

Thaksin disse à TV tailandesa que vai passar a maior parte do tempo na Tailândia usando o Manchester City para promover o futebol.

Sua fundação Thaicom já deu verba para que a seleção local fosse treinar em Manchester duas vezes nos últimos três meses, e Thaksin prometeu contratar um técnico europeu da escola do City para trabalhar ao lado de um treinador local.

Reportagem de Nopporn Wong-Anan

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