December 1, 2007 / 2:41 PM / 10 years ago

Grupo critica COI devido a controle chinês sobre mídia

3 Min, DE LEITURA

PEQUIM (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) não conseguiu fazer com que a China honrasse suas promessas de garantir a liberdade de expressão antes e durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, afirmou um grupo de defesa dos jornalistas.

Em uma carta aberta enviada ao presidente do COI, Jacques Rogge, o grupo Repórteres Sem Fronteira lembrou os casos de jornalistas estrangeiros detidos por um período breve de tempo e pressionados enquanto investigavam protestos realizados em vilarejos e outros assuntos delicados.

A China prometeu colocar de lado as tradicionais restrições à atuação dos repórteres estrangeiros antes e durante as Olimpíadas, permitindo-lhes rodar pelo país sem exigir um visto prévio concedido pelo governo -- uma regra que muitos repórteres, de toda forma, ignoram.

A medida de relaxamento entrou em vigor no começo deste ano, mas autoridades regionais e a polícia mostraram-se muitas vezes relutantes em permitir que cidadãos falassem com meios de comunicação estrangeiros sobre suas reclamações referentes a casos de terras desapropriadas, corrupção e outros.

Na carta aberta, o Repórteres Sem Fronteiras afirmou a Rogge, sem meias palavras, que o COI é o culpado por esse cenário.

"Senhor Rogge, o seu silêncio, infelizmente, fez com que todos esses abusos se tornassem possíveis", disse a carta divulgada pelo grupo em seu site (www.rsf.org) na quinta-feira à noite, conclamando-o a pressionar abertamente o governo chinês a respeito da questão.

"O fracasso em responder a esse importante desafio representaria um enorme revés na história das Olimpíadas."

No começo deste mês, o grupo Human Rights Watch também criticou o COI, afirmando que a entidade responsável pelos Jogos deveria pressionar a China com mais vigor a respeito da violação dos direitos dos jornalistas.

Nenhum representante do COI foi encontrado para manifestar-se sobre o assunto.

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores da China, órgão responsável por supervisionar os repórteres estrangeiros dentro do país, afirmaram que têm feito de tudo para assegurar que os dirigentes locais sigam as normas ditadas pelo governo nacional.

O relaxamento das regras deixa de vigorar depois dos Jogos e não vale para os jornalistas chineses ou para os assistentes, pesquisadores e tradutores que venham a trabalhar para meios de comunicação estrangeiros.

Por Chris Buckley

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below