Tocha olímpica encerra revezamento internacional no Vietnã

terça-feira, 29 de abril de 2008 09:43 BRT
 

Por Grant McCool

CIDADE DE HO CHI MINH (Reuters) - A tocha olímpica passou nesta terça-feira por mais um país comunista, o Vietnã, enquanto na China 17 pessoas foram condenadas a prisão pelos distúrbios de março no Tibet, na primeira sentença relacionada aos incidentes do mês passado.

O revezamento internacional da chama faz neste ano o percurso mais tortuoso da sua história, afetado por protestos contra as políticas chinesas -- especialmente por causa do Tibet. Os protestos começaram já na cerimônia de acendimento da chama, na antiga Olímpia (Grécia), e se repetiram por Londres, Paris e San Francisco.

Mas poucos esperavam protestos em Ho Chi Minh, a antiga Saigon, apesar de grupos de vietnamitas exilados terem convocado manifestações contra o regime comunista local.

Jovens chineses, muitos vestindo camisetas alusivas aos Jogos de Pequim-08 e bandeiras de seu país, ocuparam as ruas de Ho Chi Minh, uma cidade de 8 milhões de habitantes, para ver a tocha passar em sua última etapa antes de chegar à China.

Policiais fardados e à paisana convenceram os chineses a não abrirem cartazes perto da catedral católica, no centro da cidade, onde as ruas ficaram congestionadas por carros e motos.

Mas nos postes de várias avenidas havia bandeiras vermelhas, cartazes e galhardetes saudando a tocha e compondo o clima de uma semana festiva para a cidade -- que na quarta-feira lembra o 33o. aniversário da entrada das tropas comunistas que expulsaram as forças dos EUA e reunificaram o país, e na quinta-feira celebra o Dia do Trabalhador.

Em reação aos protestos nas outras etapas do percurso da tocha, comunidades chinesas vêm se mobilizando para demonstrar seu patriotismo em todas as escalas da chama olímpica. Eventualmente, há atritos com os manifestantes que exigem mais direitos humanos na China e liberdade para o Tibet.

Também nesta terça-feira, um tribunal de Lhasa, a capital do Tibet, anunciou a condenação de 17 pessoas num "julgamento aberto" assistido por mais de 200 pessoas, segundo a TV pública.   Continuação...