COI admite trato com China sobre censura na Internet em Pequim

quarta-feira, 30 de julho de 2008 12:57 BRT
 

"Eu lamento agora o fato de o Bocog (comitê organizados do evento) ter anunciado que imporá limitações quanto ao acesso à Internet durante os Jogos e, apesar de compreender que as questões polêmicas sem relação com os Jogos continuam a ser da alçada dos chineses, acredito que o Bocog e o COI deveriam ter, anteriormente, divulgado uma mensagem mais clara aos meios de comunicação internacionais a respeito do tipo de acesso à Internet".

O órgão chinês afirmou que a censura não impediria os jornalistas de cumprirem sua missão de cobrir os Jogos.

"Vamos nos esforçar ao máximo para permitir que os jornalistas estrangeiros realizem seu trabalho de reportagem por meio da Internet", afirmou em uma entrevista coletiva Sun Weide, porta-voz do Bocog.

"Eu gostaria de lembrar-lhes que o Falun Gong é uma religião falsa e maligna já banida pelo governo chinês", acrescentou

Não obstante as novas regulamentações, os jornalistas estrangeiros presentes na China continuam reclamando de pressões feitas por autoridades. E o grupo Human Rights Watch divulgou um relatório no começo desta semana acusando o país asiático de não cumprir suas obrigações.

Liu Binjie, chefe do Ministério para Imprensa e Publicações da China, afirmou à agência de notícias Xinhua, na quarta-feira, que tais críticas retratavam o país com "estereótipos construídos a partir de boatos e por meio de uma mentalidade preconceituosa, ignorando a realidade dos fatos."

(Reportagem adicional de Paul Radford e Liu Zhen)

 
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