Silêncio sobre chegada da tocha ao Everest causa frustração

terça-feira, 29 de abril de 2008 12:04 BRT
 

Por Nick Mulvenney

ACAMPAMENTO BASE NO EVEREST (Reuters) - As temperaturas abaixo de zero e os problemas decorrentes da altitude já não agradavam ninguém, mas a falta de informações sobre quando uma tocha olímpica especial começaria a subir o monte Everest tornou a vida dos jornalistas presentes no Acampamento Base, na terça-feira, ainda pior.

Mais de 24 horas depois de chegarem ao pé da mais alta montanha do mundo, dez jornalistas estrangeiros e 19 chineses continuavam sem saber exatamente quando começaria a escalada do maciço, que talvez já tivesse se iniciado.

A chama do Everest não é a mesma tocha olímpica que percorreu o mundo e que, na terça-feira à noite, desfilava pela cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã, na última parada internacional de um périplo marcado por protestos e contra-protestos a respeito do Tibet.

As autoridades mostram-se determinadas a evitar que a passagem da tocha pelo mais prestigioso ponto do giro mundial, o Everest, seja prejudicada por manifestações.

Tudo o que se ouviu no Acampamento Base resumiu-se ao mantra oficial -- "a tocha subirá o monte Qomolangma (Everest) em um dia de maio, quando as condições climáticas forem favoráveis" -- e vários palpites sobre a almejada data -- a quarta-feira, quando faltarão cem dias para o início dos Jogos, e o Dia do Trabalho, na quinta-feira, eram apontados como favoritos.

"Estamos nos esforçando ao máximo para divulgar as informações", disse na terça-feira Liu Xuan, vice-diretor do Escritório de Informações do Tibet. "Não estamos escondendo nada."

Longe dos microfones, o grande grupo de assessores e intérpretes que acompanha os jornalistas admitiu haver um silêncio oficial a respeito da data por causa de temores quanto à segurança do evento.

Um repórter japonês que tentou caminhar rumo ao Acampamento Base na terça-feira depois do almoço viu-se escoltado de volta por um membro das forças de segurança.   Continuação...