Humilde, Del Bosque mantém os pés da Espanha no chão

sexta-feira, 16 de maio de 2014 11:16 BRT
 

Por Tim Hanlon

BARCELONA (Reuters) - A Espanha começa a campanha para conquistar o bicampeonato mundial com uma equipe altamente talentosa e o homem certo para mante-la com os pés no chão em sua busca pelo quarto grande título seguido, o técnico Vicente Del Bosque.

Existem poucas coisas capazes de irritar o treinador de 63 anos, que assumiu a La Roja depois que a equipe conquistou a Eurocopa de 2008 e levou o time à conquista da Copa do Mundo da África do Sul em 2010 e conquistou o título europeu em 2012.

Não foi uma tarefa fácil lidar com as expectativas geradas pela conquista da Euro 2008, quando o time comandado pelo falecido técnico Luís Aragonés conquistou o primeiro grande título para a Espanha desde o Campeonato Europeu de 1964.

Aragonés, que morreu em fevereiro e é considerado o pai do time moderno da Espanha, se livrou da hierarquia e dos egos inflados na equipe, ao mesmo tempo que introduziu a marca de um futebol de passes rápidos que trouxe sucesso ao Barcelona.

Del Bosque tem credenciais importantes para o cargo e obteve sucesso ao mesmo tempo que garantiu que os jogadores são os protagonistas. Ele comanda baseado em suas convicções e não se abala com as opiniões de torcedores ou da imprensa.

Ele nunca tentou minimizar seus vínculos com o Real Madrid, onde passou 11 anos como um volante técnico com boa leitura de jogo, um jogador comparável a Sergio Busquets, do Barcelona.

Planejando para o futuro, Del Bosque conseguiu o certificado de treinador aos 27 anos e, depois de pendurar as chuteiras, trabalhou nas categorias de base do Real. Ele foi ténico interino do time principal por duas vezes antes de assumir efetuivamente o posto em 1999.

Del Bosque teve a habilidade necessária para unir o grupo, que se provaria de valor inestimável para a Espanha, quando comandou os "Galácticos" do Real Madrid para o título da Liga dos Campeões em 2002, antes de ser dispensado pelo presidente do clube, Florentino Pérez, no ano seguinte, por não ter o glamour que o dirigente considerava necessário.   Continuação...